vi essa foto e fiquei com uma PROSTITUTA de uma saudade.

sexta-feira, março 30, 2007
anti-história de um matador
ele andava com os olhos pregados no chão. não que ele gostasse disso, mas ele preferia ter que olhar pro chão do que encarar as pessoas olho no olho. não que ele não gostasse de olhar as pessoas olho no olho, mas ele tinha medo de descobrirem quem ele era. o que ele era.
descobriu o que queria fazer da vida aos quatro anos de idade quando viu pela primeira vez na tv o que era um assassinato. claro, aos quatro anos ele não tinha consciência suficiente pra dizer "olha, aquele cara morreu", mas já sabia, por instinto, que era aquilo que iria fazer.
não era pelo desafio ou pelo fato de seus pais sempre terem sido duros com ele, mas pelo simples fato de querer matar. não precisava de um motivo ou de quem o ajudasse; era muito bom no que fazia. nunca deixava rastros. às vezes um deslize ou outro, quando perdia a calma, mas sempre mantinha a classe. tinha a petulância de assinar com sua marca registrada, uma flor de plástico.
a flor de plástico realmente não significava muita coisa, era uma daquelas que se compra em lojas do tipo "1,99 do japa" ou lojas do ramo. e também não tinham valor sentimental; eram de plástico porque não murcham e porque, é claro, são muito mais baratas, se compradas separadamente.
mas ele olhava pra baixo porque não queria que as pessoas vissem que ele tinha algo a esconder. e, é claro, não dava muito certo, porque a primeira coisa que as pessoas notavam era que ele tinha tudo a esconder, e exatamente porque ele sempre olhava pra baixo. não era um daqueles góticos ou pessoas que a gente logo imagina, vestidas de preto, branquelas, com aquele ar triste e roupas largas. era mais um cara normal. só que ele olhava pra baixo.
não pensava em fazer justiça com as próprias mãos. afinal, se fosse justiça, ele não estaria cursando física na faculdade, mas algo como direito ou sociologia. não pensava se a pessoa era boa ou má; simplesmente entrava, olhava, matava e saía, como se nada tivesse acontecido.
tinha como ídolos o Jô Soares e o Arnaldo Jabor. achava-os "engraçadinhos". gostava da ironia e do humor fácil, o que, era óbvio, se demonstrava por seu instinto matador e sua fama de galanteador. galanteador. humor fácil.
sua mãe fica doente, ele sai de casa para procurar um médico e acaba em outro país, casando-se com uma mulher distinta, de olhos grandes, e funda uma família de matadores que, como sempre, pra não perder a ética, acaba morta no fim, engraçadamente, de intoxicação alimentar, e ironicamente, sem deixar rastros.
descobriu o que queria fazer da vida aos quatro anos de idade quando viu pela primeira vez na tv o que era um assassinato. claro, aos quatro anos ele não tinha consciência suficiente pra dizer "olha, aquele cara morreu", mas já sabia, por instinto, que era aquilo que iria fazer.
não era pelo desafio ou pelo fato de seus pais sempre terem sido duros com ele, mas pelo simples fato de querer matar. não precisava de um motivo ou de quem o ajudasse; era muito bom no que fazia. nunca deixava rastros. às vezes um deslize ou outro, quando perdia a calma, mas sempre mantinha a classe. tinha a petulância de assinar com sua marca registrada, uma flor de plástico.
a flor de plástico realmente não significava muita coisa, era uma daquelas que se compra em lojas do tipo "1,99 do japa" ou lojas do ramo. e também não tinham valor sentimental; eram de plástico porque não murcham e porque, é claro, são muito mais baratas, se compradas separadamente.
mas ele olhava pra baixo porque não queria que as pessoas vissem que ele tinha algo a esconder. e, é claro, não dava muito certo, porque a primeira coisa que as pessoas notavam era que ele tinha tudo a esconder, e exatamente porque ele sempre olhava pra baixo. não era um daqueles góticos ou pessoas que a gente logo imagina, vestidas de preto, branquelas, com aquele ar triste e roupas largas. era mais um cara normal. só que ele olhava pra baixo.
não pensava em fazer justiça com as próprias mãos. afinal, se fosse justiça, ele não estaria cursando física na faculdade, mas algo como direito ou sociologia. não pensava se a pessoa era boa ou má; simplesmente entrava, olhava, matava e saía, como se nada tivesse acontecido.
tinha como ídolos o Jô Soares e o Arnaldo Jabor. achava-os "engraçadinhos". gostava da ironia e do humor fácil, o que, era óbvio, se demonstrava por seu instinto matador e sua fama de galanteador. galanteador. humor fácil.
sua mãe fica doente, ele sai de casa para procurar um médico e acaba em outro país, casando-se com uma mulher distinta, de olhos grandes, e funda uma família de matadores que, como sempre, pra não perder a ética, acaba morta no fim, engraçadamente, de intoxicação alimentar, e ironicamente, sem deixar rastros.
