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quarta-feira, agosto 24, 2005

Enquanto isso, no copo de café...

Hoje, enquanto eu tomava o melhor, maior e mais barato cafézinho da cidade, na minha padaria mais amada e querida, divagava, olhando pro copão de café e mexendo nele com a colher. Divagava sobre todo esse negócio de todo mundo ter alguém pra amar. Normal, romântico que sou, vivo pensando nessas coisas bobas.
Entre um gole e um "ai, queimei minha língua", eu pensava em cada uma das qualidades que alguém devia ter pra ser perfeita pra mim. Eu sei, não existe esse negócio de alguém perfeito, mas eu tava com a língua queimada, tava fora de mim. Não conseguia pensar direito, o cara que tava do meu lado não parava de admirar meu casacão de inverno de nove bolsos, dupla-face e vários botões.
Então, esperto que sou, fingi estar pegando o açúcar e derrubei o pingado dele no balcão, coitado, enquanto pedia desculpas e dizia que eu ia pagar pelos 70 centavos do outro pingado pro marmanjo. Ele começou a limpar a bancada e eu finalmente tava livre pra pensar sem alguém olhando pro meu casaco e fungando no meu cangote.
Antes de pensar em alguém perfeita, com tudo de bom, pensei que isso seria impossível. Daí, elaborei uma linha de pensamento baseado no que eu gostava de cada pessoa que me rodeava. Cada pessoa do sexo feminino, é claro. Pensei em todas minhas amigas queridas e elaborei uma lista mental sobre as melhores e as piores características. Afinal, se é pra amar alguém perfeito, tem que se amar os defeitos também.
Começei. Peguei um papelzinho, a caneta que eu usei na prova de matemática e começei. Antes de tudo, o aspecto visual. Acho que teria dezenas de combinações que me agradariam. Mas todas elas incluem um cabelo curtinho e bonitão, um corpo não muito esbelto nem muito feio, minha altura ou menos e um rostinho fofinho. Fofo que eu digo não é gordinho não, é fofinho mesmo, daqueles que você olha e fala "óun, não é que ela é monitinha?"
Na verdade, acho que não sou muito exigente com o aspecto visual. Tem umas coisas que dão um tcham, outras que dão um tcharam, mas nada que faça tcham-tcharam-tcham-tcham.
Depois, pensei em como ela deveria ser em si. Teria que ser independente, corajosa, impetuosa e underground como a Dé, companheira, sincera, amiga e carinhosa como a Akemi, boa de papo, fofinha, tudo de bom e novinha como a Mari, com alternâncias de humor, fofurinhas, abraços e carinhos e com o cheirinho bom da Lili, legal, super pop, com gosto musical bem abrangente e acompanhante em shows como a Aninha. Claro que tem várias coisinhas pequenas, mas essas a gente pode pular, porque cada um é cada um e tem seu próprio jeito. E também tem características de outras, mas eu ficaria aqui o dia inteiro.
Tomei o último gole, pedi desculpas ao cara do pingado, dei um tapinha nas costas dele e falei que tinha uma loja no shopping que tinha um casaco igual ao meu. Ele disse obrigado e que eu não precisava pagar o pingado dele. Como se eu fosse, mesmo, pagar. Eu ia passar no caixa dizendo que era só um cafézinho e depois ele que se entendesse com a mulher do caixa.
Andei, peguei o ônibus e o cobrador me perguntou "e aí, cara, como que vai esse coraçãozinho, hein?"

Recados

Antes de tudo, ainda não escrevi nenhuma das 6 cartas que tinha pra escrever (tô quase acabando a sua, Akemi), não enviei o livro do senhor Rios, e ainda não estudei pra nenhuma prova dessa semana. Ultimamente só tenho ouvido B&S, jogando GTA e escrevendo bobeirinhas.
Ainda não acabei de ler nenhum dos dois livros que recebi. Eu sei, Dá, tô te decepcionando, mas eu não sei o que tá acontecendo comigo.
Mari, vê se não esquece de conversar com o Rios sobre o código, mesmo que a gente não venha a usá-lo. E Rios, tenho que conversar contigo, tive uma idéia ultra fodérrima que queria te falar.
Sarah, não ando acompanhando muito seu blog, não conecto na semana e você escreve demais. Acho até que vou desistir de ler, viu. faz assim, quando você escrever alguma coisa que goste muito ou queira me contar, manda pelo msn.
Lucy Archer, amiga de longa data, que bom que tá pensando em voltar pra vida internética. Tenho que te contar milhares de coisas, vê se aparece.
Tava pensando, Aninha, se alguém não quer aproveitar essa semana de trimestrais pra sair depois da prova de sexta. Tipo, marcar com todo mundo uma hora boa, tipo umas 11 horas, na frente do colégio, pra a gente fazer alguma coisa. Vê com o pessoal se alguém topa, ou se a gente vai sair sexta à noite, como sempre. Vê se me avisa, porque não conecto na semana. E é melhor a gente combinar de sair essa semana, porque semana que vem eu começo a dar aulas particulares e vou ter pouco tempo livre. O que que eu não faço pra ir com a Mari e o Rios no show dos Strokes, né?
E, Akie, vê se vem pro KoC, porque se eu for nos Strokes, provavelmente eu vou no Wilco e no KoC aqui no Rio também. Tudo depende da mamã e do papá, porque dinheiro vai sobrar. Vou ganhar 130 por mês com essas aulas mais a mesada, até o fim do ano.

E, Erick, se é que você aparece aqui no blog, vê se me empresta a câmera uns diazinhos, não seja mau, vá?
quinta-feira, agosto 18, 2005

Sobre amanhã

Estão todos convidados para que compareção no SESC, amanhã, às seis, pra me ver perder nas finais do 5° Concurso Literário do Sindicato dos Bancários de Nova Friburgo (sim, com direito a letras maiúsculas e tudo mais). A entrada é apenas um quilo de alimento não-perecível, e vai ser ótimo ver a minha cara quando disserem as posições dos primeiros colocados. Eu sei que vai ser bom.
Porque mesmo a Aninha tendo dito que vai ser tudo simples e mesmo que a Akemi tenha dito que não vai ser nada demais, não me sai da cabeça que vou sair mal de lá de qualquer maneira. Se eu ganhar, vou ter que repensar todo esse negócio de escrever, promessa é promessa. Se eu perder... Bem, se eu perder, eu vou perder, né?

Enfim, tô montando a torcida organizada. Quem quiser, vem, vai valer à pena. Pelo menos eu vou ver o Ferreira Gullar, e o Pierre vai tá lá também. Vai ser legal.

Mais informações sobre o concurso só sábado, quando eu tiver passado por essa experiência um tanto estranha.
domingo, agosto 14, 2005

Sobre o Power

Pois é, revivi o outro blog, o Powerbossa.
Agora espero dar a ele a cara que eu queria que ele tivesse desde o começo.
Algo menos romântico, mais auto-crítico, mais centrado.

Bem, se puredem, dêem uma passadinha por lá, sim?
http://powerbossa.blogspot.com/
quarta-feira, agosto 10, 2005

Sonhos

Ando tendo sonhos altamente esquisitos nesses últimos dias. Sabe como é, eu, com esse ótimo sono, bem regular, que tenho, acabo acordando e fico às claras até o dia clarear. E com essas acordadas, fico com os sonhos na memória, sonhos muito, muito estranhos.
Tem três que são dignos de importância. O primeiro foi bem rápido, bem simples e corriqueiro. Consistia apenas em eu, sentado numa mesa de um bar (que de fato existe, na avenida principal de Friburgo) pedindo umas bebidas meio esquisitas. Primeiro, chamei o garçom e notei algo de familiar nele. Pois é, era o Moskito, do Dequejeito, figura da qual só ouço falar, nunca o conheci.
Então, chamei-o e pedi um chopp (lembrando que eu não bebo).
Ele ia lá dentro do bar, com sua roupa listrada branca e vermelha, seu chapéu de padeiro e seu avental, branquinho, com aqueles bolsos pra colocar blocos de conta e canetas. Ia e voltava. Primeiro ele me trouxe um chopp, depois eu pedi um cafézinho e depois, sem que eu pedisse nada, me trazia coisas loucas, como umacoisaesquisitademorango e uns sacos de amendoim com patê de peru. Então, eis que me aparece uma amiga, da qual não me lembro o rosto ou o nome, enquanto o titio Moska colocava uma coisaefervecentedemorango em todas as minhas bebidas. Acordei.
O segundo sonho foi o mais sem sentido. Eu aparecia em uma feira ao estilo festa junina, mas sem o barulho e as bandeirinhas. Essa feira era realizada do lado de um castelo feudal, daqueles de pedras e pontes levadiças. Imaginou? Pois é, lá mesmo. Eu andava e andava, vendo as barraquinhas de lona listrada, coisas diversas pra se comprar e se ver. Tinha até uma lanchonete em baixo de uma dessas lonas, na qual eu vi personalidades, como o Clodovil e o Ronald Rios. Esse sonho foi bem demorado, e consistia, em sua metade, apenas em andar pelas barracas. Subitamente me dá uma vontade de comer alguma coisa. Procurei em todas as barracas, mas nenhuma tinha algo comível (sai fora, Clodô!). Achei uma barraquinha bem festa junina mesmo, daquelas que você pega uma argolinha e tenta jogar na garrafa pra ganhar o prêmio.
Entrando na barraca, minha fome some e eu acho um gato (sim, um gato) como um dos prêmios. Essa barraca era diferente. Você devia jogar as argolas nos prêmios, não em garrafas ou pedacinhos de madeira com os números dos prêmios. Tava lá, um gato pardo, com uma coleira e o número dele. Então eu pego o gato e começa a segunda parte do sonho.
Esse sonho, só pra ressaltar, foi extremamente longo. A segunda metade inteira foi simplesmente gasta com o gato me arranhando e eu sentindo muitas dores no rosto. É, metade do sonho foi somente de um gato pardo, prêmio de uma barraca de uma feira-festa junina feudal, do lado de um castelo, me arranhando. E ficou nisso, até que eu não aguentei mais ser arranhado e acordei.
O terceiro foi bem curto, mas longo em matéria de história. Lembrou-me muito do filme "A fantástica fábrica de chocolate". O sonho se passava em uma cidade desconhecida. Só sei que eu ficava com meu chocolate alpino em barra, com aquele "golden ticket" dentro, correndo pela cidade pra ver se eu fazia alguma coisa com ele. Fiquei grande parte do tempo esperando um policial chegar, por algum motivo ainda obscuro, enquanto ficava vendo os chocolates dentro de uma bonboniere. Depois de um bom tempo esperando o policial eu corri, escorreguei num pedaço de pano e acordei, enquanto me esborrachava no chão.

Acho que vou procurar um desses interpretadores de sonhos. Porque acho que não posso aguentar muito tempo ficar sonhando com um Moskito garçom, um gato pardo e um "golden ticket". Só espero que eu possa rir tanto na vida real quanto nesses sonhos ridículos.
terça-feira, agosto 09, 2005

Velharia

Hoje, na verdade agora há pouco, tava lendo uns textos antigos meus, do tempo que eu me preocupava com métricas nos poemas, sabe. Velharia mesmo. E, quando eu li esse, pensei "nossa, eu acho que eu previ alguma coisa". Claro, nem todas as palavras são verdade, mas se pareceu tanto...

Bem, lá vai.

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Teu amigo

Tudo que eu tinha como certo,
tudo que eu sentia, teu afeto,
tua sinceridade,
tudo que eu tinha de mais triste,
tudo de bondade que existe,
era tua bondade.

Eu quis ser mais que seu amigo,
agora pago o preço do perigo,
todas dores máximas.
Foi só o tempo que errou,
não foi você quem derramou
todas minhas lágrimas.

Passado nós nunca tivemos,
futuro nós nunca teremos,
essa culpa é tua,
mas culpa não tem se perdura
minha paixão por tua ternura.
Eu te via na rua

e pensava se eu te teria,
se quem sabe, talvez, algum dia,
não sei muito ao certo,
você me aceitasse na vida,
que apesar de ser bem sofrida,
teria meu afeto.

Mas saiba que eu te amarei,
que eu nunca, nunca te farei,
correr um perigo.
Mas se precisares de mim,
sabes que pra sempre, enfim,
serei teu amigo.
sexta-feira, agosto 05, 2005

Onde tudo começou

Às vezes eu ainda penso se você ainda está aqui. Não sei, de repente você não foi embora. Vai ver que ainda procura alguma coisa. Você sempre procurava por alguma coisa que era simplesmente impossível. Penso se você ainda está aqui, achando que algo vai cair do céu pra você.
Mas você sabe, o tempo passa. As pessoas mudam constantemente, e você mudou muito. Foi tudo tão rápido... Parece que ainda a vejo por aqui, passando na minha frente e me encantando. Todos aqueles dias, encontros na ponte, conversas sobre o que faríamos da vida, sobre aquele garoto que nunca saía da sua cabeça.
É uma pena, mas agora nós vemos o mundo de outra maneira. Você mudou primeiro, percebeu que nunca acharia o que queria aqui, nessa cidade. Mudou muito, da noite pro dia. Nunca me esquecerei do seu rosto naquele dia. Parecia que todo o sofrimento e a loucura que demontrava pouco a pouco havia se aglomerado, te atacado, num instante. Eu ainda não sei se acredito se você foi realmente embora.
Me diga então, já desistiu? Eu acho... Não, eu tenho certeza que não achou quem queria por aí, nas esquinas da vida. Eu sei que é muito difícil achar alguém assim. Vai ver que é por isso que você se foi. Achou que... Aliás, não achou quem devia. Uma pena, porque eu acho que já tinha aparecido esse alguém na sua vida.
Será que o amor é sempre assim tão mau? Tão impressionantemente triste, como é comigo? O que eu quero dizer é... O que aconteceria se eu dissesse que você foi tudo que eu já tive? Você me machucaria ainda mais? Porque se fosse eu, não te machucaria. O amor já me machuca demais, não quero mais saber disso. Então, por favor, não me machuque assim, involuntariamente.
Agora, só posso achar que minha vida está se acabando. Você me usou, me maltratou, me magoou, tudo sem querer. Eu sabia que você nunca iria me ensinar a voar como você voava. Tudo que eu mais queria era que você desistisse, que todas aquelas mágoas virassem sorrisos, e estes virassem asas. Você me ensinaria a voar, como nunca sonhei voar antes. Voar por entre estrelas, no meio dessa imensidão azul, me amando e voando, livremente.
Será que o amor era pra ser tão ruim assim? Tão estupidamente triste, como é comigo? O que eu quero dizer é... Você voltaria se eu dissesse que eu te amo, que eu sempre te amei? Você abandonaria essa vida e viria até mim? Porque se fosse eu, viria correndo, sabendo que a busca finalmente acabou... Onde tudo começou.