yes, I once was mine
Acho que desses quatro anos de blog, pelo menos uns três eu não me lembro muito bem. E nesses quatro anos eu inventei umas coisas, esqueci outras e menti sobre tantas outras mais. A verdade é que não interessa quanto tempo eu fiquei aqui ou quantas vezes eu escrevo, cada vez que escrevo, me descubro. Digo, descubro uma nova parte de mim que estava oculta. E é por isso que esse blog ainda vive, acho. Até no power, onde, penso, escrevi as coisas mais mascaradas e não-admitidas, até nele me descubro.
Ontem, antes de ir pro cursinho, passei em uma daquelas padarias que são do coração, sabe quais?, sentei lá pelo meio da bancada e pedi um café. Peguei um caderno (não, não é um caderno, é o caderno) e comecei a escrever tudo que vinha pela minha cabeça. E sabe o que eu descobri? Que meus pensamentos são sem sentido e não valem nada, de tão desorganizados que são. Que não adianta tentar mudar meu jeito de agir, meu jeito de pensar, por mais medíocre e sem graça que sejam minhas ações e pensamentos.
A moça do balcão perguntou se eu queria outro café, eu perguntei quanto que era e ela disse que era só cinqüenta centavos. Ela encheu a xícara e eu percebi que não é ruim pensar que não posso mudar. Não é ruim pensar que não tenho valor algum. Senti o gosto do café amargo. Vi que, assim como eu penso de mim, o valor dele é baixo demais para algo tão bom.
Não é ruim valer pouco. As coisas que valem pouco é que são boas, exatamente por serem o que são e valerem o que valem. Por serem simples ou complexas, não importa.
E continuei escrevendo.
Ontem, antes de ir pro cursinho, passei em uma daquelas padarias que são do coração, sabe quais?, sentei lá pelo meio da bancada e pedi um café. Peguei um caderno (não, não é um caderno, é o caderno) e comecei a escrever tudo que vinha pela minha cabeça. E sabe o que eu descobri? Que meus pensamentos são sem sentido e não valem nada, de tão desorganizados que são. Que não adianta tentar mudar meu jeito de agir, meu jeito de pensar, por mais medíocre e sem graça que sejam minhas ações e pensamentos.
A moça do balcão perguntou se eu queria outro café, eu perguntei quanto que era e ela disse que era só cinqüenta centavos. Ela encheu a xícara e eu percebi que não é ruim pensar que não posso mudar. Não é ruim pensar que não tenho valor algum. Senti o gosto do café amargo. Vi que, assim como eu penso de mim, o valor dele é baixo demais para algo tão bom.
Não é ruim valer pouco. As coisas que valem pouco é que são boas, exatamente por serem o que são e valerem o que valem. Por serem simples ou complexas, não importa.
E continuei escrevendo.

