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domingo, agosto 29, 2004
Ah é. Mais um blog se acabou. Nosso querido No one knows não resistiu e foi pro saco.
Uma pena, uma pena.

Oremos por sua alma, para que vá para o céu. E oremos também para que seu escritor volte ao ramo dos blogs o mais rápido possível.
Adorava teus textos cara.
És uma flor


Bom dia. Meu nome é João Patrício. Sou o protagonista desta estória. Contarei nestas linhas o que aconteceu comigo nestes últimos meses de minha vida.
Para que conheças bem e entenda bem o que senti, voltemos no tempo. Eu tinha dois anos de idade quando conheci a Heloísa. Não tinha nem tenho consciência disso, não me recordo, mas desde então eu já brincava com ela.
Aos cinco, nos tornamos amigos. Ela e eu, amigos de brincar junto, comer e dormir junto. Até nossa merendeira era igual.Aos dez, éramos inseparáveis.Contávamos um com o outro, desde correr e brincar junto até chorar e esbravejar junto. Nessa época éramos um só ser, uma grande massa densa e uniforme, inocente e assexuada.
Aos quatorze, fomos perdendo a inocência, ganhando inteligência e maturidade. Mesmo assim nossa amizade subia em um crescente maior do que nunca. Aos dezenove, o fim. É nessa parte em que se passa essa estória.
Continuávamos amigos, tanto quanto antes. Mas os hormônios falaram mais alto. Apaixonei-me por ela, um sentimento muito confuso e singular. Mas não havia dúvida, era amor o que eu sentia. Ou o que eu achava que amor fosse.
Não parava de pensar nela. Sonhei com ela. Isso, na verdade, era completamente normal, ela aparecia em meus sonhos constantemente. Mas desta vez ela estava diferente, linda e sensual.
Acordei alarmado. Ela estava ali, como de costume, em minha cama, dormindo.E, nossa, como dormia. Eram dias de verão, dava para ver sua silhueta nos lençóis. O calor misturado com o furor e o desejo fizeram minha alma ferver. Poderia tocá-la, se quisesse. E, Ah!, como queria. Mas não mais podia.
Seu rosto lindo, palidamente azulado pela luz da lua, era como a de uma deusa. O jeito calmo, inocente e pacífico com o que dormia aumentava ainda mais meu desejo.
Levantei, vagarosamente para que não a acordasse, decidido a fazer alguma coisa. Algo que me fizesse expressar meu amor para ela. Mas, ao mesmo tempo, tinha receio de que se o fizesse, poderia terminar toda essa amizade que durara dezessete anos.
Não consegui dormir com toda aquela agitação calada e parada. Fiquei a observando sem dizer sequer uma palavra, sem mover sequer um músculo. Somente uma metáfora a compararia com o que era: “és uma flor”.
Foi daí que me decidi. Saí, envolto pelas brumas noturnas, em busca de uma flor que se comparasse com ela. Era estranha aquela noite. Parecia que todo o frio se aquietava em seu lugar, como se estivesse esquivando-se de meu corpo. Somente a idéia de contá-la meu amor fazia todo meu corpo ficar quente e hesitante.
Por fim achei uma bela flor. Voltei a minha casa e liguei meu computador. Escrevi um cartão bem bonito, no qual estava escrito “Para sempre meu amor vai ser teu, beijos, JP”. Coloquei o cartão junto com a flor e coloquei em sua mochila, no nosso compartimento secreto. Iríamos para o colégio quando acordássemos.
Dormi. Sonhei com ela novamente. Desta vez estava em meus braços. Sentia-me como se não precisasse de nada mais para viver. Quando íamos nos beijar, ela me acordou. Ela sempre sorrindo, eu sempre tentando sorrir. Desta vez eu sorria como se fosse a última vez.
-Por que tanta alegria?-perguntou-me.
-Só gosto de estar com você.
-Ah, deixa disso. Vamos, levanta logo, temos que tomar café e nos trocar ainda. Vamos!
-Tá bom, mamãe.
Eu sempre a chamava de mamãe quando ela era autoritária, e isso fazia com que ela ficasse nervosa e irritada comigo. Naquela manhã até isso, junto com o mau humor que causei nela, parecia lindo nela. Estava excepcional. Descemos e tomamos nosso café.
No meio do caminho ela se separou de mim, como sempre fazia, para que fosse com as amigas dela. Quando ela se foi, fiquei pensando como, quando e onde ela acharia meu presente, minha declaração.
Soube que quando ela viu a flor, seus olhos brilharam e era como se um sonho dela se tivesse realizado. Como se ela atingisse um de seus objetivos, como se aquilo fosse tudo pra ela. Mas também fiquei sabendo por uma de suas amigas que ela correu e foi embora do colégio exatamente após ler o cartão.
Saiu, chorando, gritando e correndo como uma louca, disse Samira, enquanto gesticulava e imitava Heloísa. Eu e Samira éramos bons amigos. Na verdade, Samira era irmã gêmea de Heloísa. Então eu acreditei que fosse uma imitação quase perfeita.
Eu gostava da Samira. Era exatamente igual à irmã, só que um pouco mais histérica e feliz. Ela sempre me jogava pra cima quando eu ficava triste. Sempre muito legal e sabia escolher perfeitamente as palavras que usava. Eu a achava realmente inteligente nesse ponto de vista, apesar de ela exagerar um pouco nas imitações e nos comentários.
Ela disse também que sua irmã fugira em direção a padaria. Não entendi o que aquilo poderia significar, mas fui até a padaria para ver, afinal foi uma reação completamente sem sentido e bizarra.
Chegando lá fui abordado por um jovem padeiro. Ele se apresentou:
-Oi, você que é o João, né? Eu sou Jorge.
-Oi, como vai? Soube que a Heloísa veio pra cá, você viu ela?
Ele me olhou, meio desconcertado.
-Er...Vi sim. Ela chegou aqui chorando, desesperada. Abraçou-me com toda a força, me beijou...
-...e?
-Na boca, sabe. Não entendi, mas eu sempre gostei dela, sabe como é. A beijei também, ela disse que também me amava e que eu era o homem da vida dela.
-Como assim, eu disse desamparado, ela disse que te amava? De onde ela tirou isso?
-Não sei, mas eu gosto dela também e a gente tá namorando agora. Ela me disse que vocês eram amigos, que eu podia contar pra você.
Naquele momento me senti completamente despedaçado. Ela o amava, não a mim. Era estranho aquele comportamento dela. Será que ela só viu a flor e nada mais? Não, provavelmente não. Mas então ela viu o cartão também, pensei.
Voltei correndo pra casa. Ela estava lá, me esperando, com um sorriso maior que sua própria boca. Abraçou-me, cumprimentou-me e começou a falar:
-Você é doidinho mesmo né?
-Eu? Você sai correndo do colégio, vai até a padaria e começa um namoro com um cara completamente nulo e eu que sou doido?
-Não, to dizendo da flor e do cartão.
Então ela sabia. Definitivamente ela estava louca.
-Você viu, então.
-Cara, você realmente é meu amigo, hein?
-Por quê?
-Fazer aquilo pelo Jorge. Você é realmente um amigão. Adoro-te.
-Peraí, peraí. Quem disse que eu fiz aquilo pelo Jorge?
-Ah, para com isso. Eu saquei perfeitamente o jogo de letras no final do cartão. JP. Jorge Padeiro.
Perdi a fala. Aquilo não poderia estar acontecendo. Ela confundiu completamente as coisas. Aliás, o amor confundiu as coisas por ela. Deveria estar tão cega por ele que nunca sequer pensou em mim. JP. João Patrício. Era o mais óbvio.
Nos despedimos com um longo abraço. Ela disse que me veria qualquer dia desses e que ia contar pro Jorge sobre nossa conversa. Não consegui fazer nada mais que acenar.
Não dormi naquela noite. Não fui ao colégio de dia. Não queira mais ver aquela cara feliz de amor realizado. Mas eu tinha que fazer alguma coisa. Eu não poderia perder ela assim, tão facilmente. Ela era demais para que eu a perdesse assim. Meu amor ardia cada vez mais, me feria cada vez mais.
Decidi colocar JP em todas as suas coisas, para ver se ela entendia que era eu. Eu que a amava. Eu que mandei aquela flor e era meu o amor do cartão. Mandei adesivos, cartas, cestas de café da manhã, tudo com minha sigla. Nessas horas quem me ajudou mais foi a Samira.
Apesar de meu amor me machucar, eu não queria machucá-la. Não queria ser direto, não queria que tudo fosse esclarecido tão rapidamente. Além dela, eu pegaria o Jorge desprevenido, eu não seria capaz de fazer tal maldade com o amor de minha amada.
Nada adiantou. Toda vez que ela via aquela sigla, achava que era seu Jorjão te mandando um beijo. E cada vez mais ela parecia mais distante de meu amor. Decidi que era hora de agir. Por um fim, colocar tudo abaixo. Chamei-a para um chá em minha casa.
-Helô, queria te dizer uma coisa.
-Nossa, assim você me mata de susto! Não fala assim tão sério, homem!
Hesitei. Não conseguiria ver seu rosto chorando. Não queria ver nossa amizade jogada abaixo.
-Ah...é...Sabe aquele JP? Sabe o que ele significa?
-Jorge padeiro, ela disse com um brilho nos olhos.
-Nunca pensou que poderia ser outra pessoa? Outro JP?
-Não, acho que não conheço mais nenhum JP.
-Ah, tá...
Não mais toquei no assunto. Conformei-me. Desisti. Não queria mais saber de JP.
Eu tinha me conformado. Mas meu coração me amaldiçoou. Fez-me ficar sem dormir, enquanto não contasse aquilo pra ela. Não, eu não podia mais aceitar aquilo. Ela era demais pra mim, ela era tudo, era a deusa, a rainha, o universo. Surtei.
Não queria mais comer, não queria mais sair. Nada mais de livros. Não queria me lembrar mais dela. Foi então que o jogo virou de lado.
Naquela tarde, Samira adentrou meu quarto. Achou-me embaixo da cama, barbudo, sujo, largado. Eu estava absorto. Estava em um emaranhado de pensamentos, dores e paixões. Tudo em minha cabeça rodava em um universo infinito, me deixando tonto e calado. Meu corpo estava magro. Minha alma fugira.
Ela me puxou e me colocou em cima da cama. Tentava falar comigo, em vão. Até que ela começou a chorar desesperadamente. Gritava que eu não poderia acabar assim, que eu era alguém na vida dela. Que eu era tudo na vida dela.
Beijou-me. E como se aquilo fosse um conto de fadas, eu me levantei, acordado. Agora tudo fazia sentido.
Eu amava Heloísa. Seu jeito de andar, o modo com que ela falava, sua voz, seu jeito de pensar. Mas na verdade tudo isso era apenas um reflexo da sau irmã. Era Samira minha amada.
-João?
-Samira...meu amor.
-O que houve com você? – ela disse, com um choro incontrolável e um sorriso lindo.
-Nada. Só percebi que te amava. Sua presença é tudo pra mim agora.
-Achei que gostava de minha irmã.
-Dava pra ver assim?
-Tava tão óbvio!
Nos abraçamos. Sorrimos. Contei pra ela tudo que acontecera. Ela me disse que nunca havia amado ninguém antes de mim.
E assim acaba mais uma estória de amor feliz. Esclarecemos tudo para Heloísa. Todos ainda rimos desse incidente. Hoje estou casado a trinta anos com Samira. Aquele tal de Jorge fugiu, logo após deixar Heloísa grávida.
Ainda penso o que aconteceria se Helô ficasse comigo. Mas isso já é outra estória.

Maldito escocês.
Viram? Na maratona.
Um babaca vestido de escocês entrou e tirou 20 segundos do brasileiro que tava ganhando.
Muito escroto.

Mas a gente ia perder mesmo assim!
domingo, agosto 22, 2004
Bem, template novo, vida nova (mentira!).

Mas pelo menos template novo tem.
Tô escrevendo no abscesso da tia Lívia.

Té mais pessoal.
quinta-feira, agosto 19, 2004
"Foi então que eu descobri
que a distância entre nós dois
era evidente e abissal..."
quarta-feira, agosto 18, 2004
"Não sei se foi por mal,
mas não consegui acreditar
naquilo que um dia
você disse que era amor..."

domingo, agosto 15, 2004
O livro da sorte


Outro dia eu estava, como de praxe, voltando de ônibus pra casa. Era mais uma noite fria de inverno. Sentia-me mal por ter rompido meu namoro de três anos.
Eu não a suportava mais. Parecia que cada vez mais ela se tornava insignificante e impertinente. Brigava por qualquer motivo.
Brigava por meus gostos, meus motivos. Ela odiava quando eu dizia que eu gostava de andar de ônibus. Achava que eu estava errado em dizer que podia conhecer pessoas interessantes lá. Achava que eu estava errado em dizer que todos são interessantes de alguma maneira.
Seus beijos começaram a perder o gosto. Seus abraços perderam o calor. Seu cheiro só me cheirava a desgosto. Eu me sentia desolado, pois nada disso justificava esse afastamento, principalmente de alguém que se conhece tão bem.
Olhava pela janela mas não via nada. Não ouvia nada. Estava totalmente absorto. Não conseguia a tirar da cabeça, muito menos sua indiferença quando eu disse que não a queria mais.
Foi então que uma garota apareceu. Sentou-se ao meu lado. Eu via parte dela pelo reflexo do vidro. Ela abriu a mochila e retirou um livro. Na capa estava escrito "O Livro da Sorte". A curiosidade crescia dentro de mim.
Eu ficava observando seu jeito. Ela abriu o livro. Percebendo que eu a estava observando, ela esboçou um belo e leve sorriso.
-Então é você, ela disse.
-E-eu?
-É. Você aparece constantemente no meu livro, sabia?
-Ah, então deve ser uma enciclopédia. Minha foto deve estar do lado de cada sinônimo de fraco e estúpido.
Ela sorriu novamente.
-O que foi agora?-perguntei.
-Nada. Você é engraçado, sabia?
Desta vez fui eu quem ri.
-E você, agora?
-Nada, só não estou acostumado a ouvir isso. Pessoas como você são raras.
-Sim, sou - falou, orgulhosa - Acho que é porque eu vejo coisas nas pessoas facilmente...
-...e não sou nem um pouco modesta, completei.
Rimos. Conversamos sobre vários assuntos, desde piadas até tragédias. Contei sobre minha ex-namorada, meu rancor dela e sua indiferença diante a mim. Conversamos e conversamos. Até que percebi que o ônibus já havia passado pela minha casa.
Foi aí que ela deu o bote. Falou que eu poderia ficar um pouco na casa dela, só até eu chamar um táxi ou algo parecido. Fui, na esperança de que ela quisesse algo mais.
Chegando lá, fingi ao telefone que havia chamado um amigo meu e, enquanto eu estava "falando", ela implorou para que eu não fosse, que ficasse com ela até a manhã. Sim, ela pensou o mesmo que eu, e eu me aproveitei da situação.
Beijou-me. E pela primeira vez em anos eu senti o gosto do amor novamente. Nos beijamos a noite inteira. Entre travesseiros e cobertas, me senti vivo novamente. Eu era uma pessoa boa novamente. Uma pessoa boa e engraçada.
Agora, finalmente descobri o porquê de ela ter dito que eu estava no seu livro da sorte. Em sua escrivaninha, encontrei o livro aberto. Naquela página estava escrito "amantes".
quinta-feira, agosto 12, 2004
Sinto-me completamente obrigado a escrever isso, pois acho indispensável.
Vocês sabem o que eu acho sobre amizades. Para mim isso é a melhor coisa da vida. Ter boas companhias em boas horas faz dos momentos inesquecíveis.
Sabem também que um dos meus grandes amigos é o Álvaro. Somos realmente grandes amigos, ao meu ver. Só que algo aconteceu, em uma conversa no MSN, e acabamos discutindo. Nada realmente relevante. Somente minha vida.
Então, Álvaro, para você é este post. Para que fique claro que te adoro muito, guri. E se queres saber, acho que você subiu mais um degrau na minha escala de amizade. O único amigo que chegou a tal ponto. Agora você se tornou mais que um amigo para mim. Somos praticamente irmãos, separados por algum tipo de divórcio.
Sinceramente, até hoje só tive conversas daquele tipo com meu irmão (somos amiguíssimos também). Quem dera todas as conversas fossem daquele tipo. Só com esse tipo de conversa nós nos engrandecemos.
Espero que se importe com isso. Pois eu me importo muito com isso. Beijundas e abracetas para todos os outros que são tão grandes em meu coração.
domingo, agosto 01, 2004
A força de um choque


Ela estava ali. Não podia ser uma ilusão, pois ela estava bem ali, sentada, esperando alguma coisa. Não se movia. Parecia chocada por alguma coisa, alguma pessoa, algum momento, algum tormento.
Estava tensa e não parecia mais querer nada na vida. A única coisa que se mexia nela era sua face, enquanto tentava disfarçar o pranto daquela noite. Algo terrível acontecera, cinco minutos atrás.
Sua blusa branca, encharcada de sangue, mostrava o terror e a força da situação. Para ela, todo aquele sangue podia ser em ódio convertido, e em desespero transformado.
De repente uma lágrima correu pelo canto de seus olhos, molhados de desgosto e confusão. Seus sentidos a confundiam, como se ela fosse um brinquedo nas mãos de jovens crianças. Ela não sabia mais o que fazer, além de esperar.
Nada mais importava pra ela. Nada mais era algo digno de seu tempo. Ela agora deixava tudo que tinha nas mãos da sorte. Tudo que queria era se livrar de tudo e de todos e, mesmo que por um só momento, fosse um anjo, para que pudesse finalmente se livrar de toda sua fúria e desprazer.
Alguém a chama. Ela enxuga as lágrimas e levanta, ainda atordoada pelo golpe que levara. Diz ao doutor que faria tudo, possível e impossível, para ter sua irmã de volta.
Então, como um mestre carrasco, o médico dispara o golpe letal. Diz que foi impossível, não havia nada a fazer, que sua irmã já estava morta quando chegara no hospital. Dois tiros, um grito e nenhum pensamento.
Ela não mais vivia, nem chorava, nem era mais ninguém. Vivia agora naquele último momento, que tinha sua irmã em seus braços e uma só palavra a ser dita: adeus.