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domingo, maio 30, 2004
Eu estava na rodoviária. Uma mulher bem feia se dirige a mim.
-Tá esperando ônibus?
-Tô.
-Qual?
-Córrego Dantas.
-mfmmmfmm.
-Quê?
-Mariléia.
-...?
-Mariléia.
-Que que tem ela?
-Conhece?
-Não.
-Minha comadre. Tem namorada?
-Não, por quê?
-mfmmfmfmfm.
-Quê?
-Tem telefone pra gente se falar?
-É o que eu tô pensando?
-Acho que sim.
-Muitíssimo obrigado, mas não estou interessado em seus serviços.
-Nem uma rapidinha?
-Vai procurar outro.

Ligo o discman. Começa a música Cara Estranho, dos Hermanos.
quarta-feira, maio 26, 2004
"You make me feel a little older,
Like a full grown woman might.
But when you're gone I grow colder.
Come to me again in the cold, cold night."
domingo, maio 23, 2004


Bom isso, não?
domingo, maio 16, 2004
E convenhamos que o blogger.com tá horrível agora.
Mas deixa.
Ele merece.

11 de maio. Parece data perfeita pra atentado terrorista, mas na verdade é. Só o aniversário de um ano do sacosemfundo!

Um ano do SACOSEMFUNDO!

Parabéns ao sacosemfundo!
Vale a sua visita.
sábado, maio 15, 2004
"Mais um dia de inverno, menos um dia de vida" era seu lema de vida. Era obcecado pela vida. Sempre que podia tentava aproveitar ao máximo o momento. Queria que a vida fosse o supra-sumo.
O que não observava era sua falta de tempo. E dinheiro. Dizia que podia se divertir facilmente sem ele. Dizia até que era melhor sem ele. Afinal ele era a favor da abolição do capital.
Seu tempo simplesmente não existia. Como queria aproveitar tudo, saboreava cada segundo como se fosse para o "Underworld" logo no seguinte. Então, vivia uma contradição. Sem tempo, sem aproveitamento. Sem aproveitamento, sem sentido na vida.
Buscava, agora então, tempo. Sentia-se mal sem ele. Sentia um aperto no peito a cada vez que ouvia ou pensava nele. Até um dia ele optou pela rua escura à rua do relojoeiro. Tempo, tempo, tempo.
Ficou obcecado pelo tempo desta vez. Abriu sua agenda e marcou três dias para tê-lo. No primeiro deles ele percebeu que o tempo livre é inútil. Uma chatice. Uma perda de tempo.
Deixou o tempo de lado. Deixou tudo assim. Foi caindo no lado escuro da lua. E assim caindo pouco a pouco no medo. Sabia perfeitamente que o medo não é algo ruim, e sim o mais rico dos bens. Sabia que o medo era o obstáculo, e que a cada obstáculo ultrapassado ficaria mais e mais forte.
Ficou obcecado pelo medo, buscando-o cada vez mais. Mas foi engraçado o fim que isso teve. Perdeu o medo da morte, a fonte do medo. Então que medo mais poderia ter, se sua própria vida não importasse mais?
Enfim percebeu que havia mais um medo a ser combatido. O medo de voltar ao começo. Mas esse medo foi meramente ultrapassado por sua força, sua experiência. Hoje ele vive na mais completa harmonia entre os três estilos de vida. Uma máquina movida à base de obsessão.

No fim - tudo tem um fim, afinal - descobriu o que era a liberdade para si. Era saber aproveitar tudo o que sentia, ter tempo para si mesmo e ultrapassar barreiras, para obter uma liberdade ainda maior. E seu estilo de vida acabou anunciado no seu próprio blog na internet. Incrível, não?
domingo, maio 09, 2004
Ela chegou até mim e perguntou:
-Quem é você?
E eu simplesmente respondi o que achei que devia:
-Eu sou o que você quer que eu seja.
Ela sorriu, virando o rosto e ficando com as bochechas rosadas:
-Ah, para com isso. Deixa de ser bobo!
E eu apenas repliquei, com uma cara meio estranha:
-Mas é sério. Não consigo ser de outra maneira. Nunca consegui. O que achou que eu quis dizer?
Ela com uma cara mais esquisita ainda:
-Achei que estivesse me cantando.
Eu fiz a mesma cara que já havia feito, só que mais forte:
-Ah, desculpa. Te ofendi?
-Não, não, que isso... A reação de cada um é diferente. Se eu estivesse te cantando, ou eu ficaria gago ou eu iria desviar o assunto. Não sou bom nesse tipo de coisa.
-Que bom, gosto de gente assim.
-Nós não vamos dar certo.
-Hã?
-Eu disse que não vamos dar certo. Você é igual a mim, se molda nos outros. Foi isso que disse. Sou o que você quer que eu seja, mas você quer ser o que eu quero que você seja.
-Ah, já entendi. Tem namorada, né?
-Não, não tenho não.
-Então pra que tanta distância?
-Só não quero te magoar...

Senti que havia magoado ela. Mas acho que eu iria magoá-la mais se não tivesse hesitado depois da cantada.
domingo, maio 02, 2004
Há um tempo já que queria postar esse soneto de Vinícius de Moraes.


Soneto de separação


De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Por favor, coloquem seus comentários de novo.
O enetation me deixou na mão, e eu passei pro Haloscan.

Muito obrigado.
sábado, maio 01, 2004
Noooovo template.
Baseado no estilo do antigo Real Folk Blues, da Luciana, mas modificado pros hermanos.

Tá bom, num tá?