<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/plusone.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID\x3d5329291\x26blogName\x3dNo+Surprises\x26publishMode\x3dPUBLISH_MODE_BLOGSPOT\x26navbarType\x3dBLACK\x26layoutType\x3dCLASSIC\x26searchRoot\x3dhttp://nosurprise.blogspot.com/search\x26blogLocale\x3dpt_BR\x26v\x3d2\x26homepageUrl\x3dhttp://nosurprise.blogspot.com/\x26vt\x3d-7886794234534277740', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>


sábado, julho 24, 2004
Poisé.
Lendo o blog de uma figura e me lembrei de verificar o aniversário desse blog.
Percebi que ele fez um ano em Abril.

Ah. Que as comemorações fiquem de lado.
Nem gostava dele há um ano!
"They'll tear you apart, bone by bone...
...and build with you a human throne.
Their buck-toothed king will sit upon
What once was you, but now is gone.
This key unlocks the gates of Hell.
Steady traveler, use it well."

domingo, julho 18, 2004
A porta 


A porta estava fechada. Trancada. Não havia como ultrapassá-la. A sala estava escura. A situação não era nem um pouco boa. Eles só se conheciam de vista. Por isso estava fechada. Para que a porta permanecesse aberta era necessário muito mais que isso.
Então uma oportunidade apareceu. Um encontro. Para ser mais preciso era um show. Tinham amigos em comum. Foram apresentados. Era legal como parecia já haver intimidade no ar. Eles acabaram de se conhecer e parecia que se conheciam há anos. A naturalidade, o jeito de se expressar, as coincidências, tudo parecia combinado, como se alguém conspirara para que aquele encontro acontecesse.
Tornaram-se grandes amigos. Após dois meses já freqüentavam boates, shows, cafés, bares, botecos e cinemas juntos. Depois de quatro meses já freqüentavam um a casa do outro. Era uma amizade natural, um vínculo que não se podia quebrar.
A porta se destrancou. Mas ainda não podia encontrar a porta. A sala era realmente escura. Parecia até que navegava numa imensidão que jamais havia e nem haveria de ver. Mas a oportunidade estava ali, de pé, te observando, chamando, como uma estrela brilhante no céu. O problema era achar a estrela certa, naquele mar de nuvens, estrelas e poeira cósmica.
Agora, eles se encontravam quase que diariamente. Saíam, bebiam um capuccino, liam e narravam poesias e contos dos mesmos e, de vez em quando, até ajudavam, um ao outro. Mesmo fazendo sempre as mesmas coisas, seus encontros nunca eram monótonos e repetitivos. Sempre havia algo novo, um cheiro, gosto, toque, palavra que mudava todo o clima.
Até que um dia, durante uma caminhada, sozinhos, à noite, lua cheia, o clima do encontro mudou repentinamente de curso. Ela caiu em cima dele, beijando-o, assim mesmo, sem querer. Gostaram. Beijaram-se durante toda aquela noite, e depois todo aquele dia.
A porta rangeu, quase se abrindo. Finalmente ele pôde ver a luz que a porta deixava passar por um estreito vão. Ele virou, correu e correu, como se fosse a última coisa que queria fazer na vida. Era uma pena ele estar tão longe. A oportunidade abriu seus braços e brilhou dominando todo o céu, como um sol da meia-noite, quase que pedindo por um abraço.
Agora, além de algo novo a cada dia, cada encontro tinha sua marca. Cada vez mais se encontravam, cada vez mais se beijavam, cada vez mais a conta de telefone encarecia. Era um amor compulsivo, sem limites. O tempo todo, todo dia, juntos. Um amor poético, lindo.
A porta se escancarou. Ele não mais corria. Agora ele se sentia onipotente. Agora ele voava, a toda a velocidade possível. A oportunidade brilhava cada vez mais, ofuscando sua vista com tanta luz. Ele já se encontrava perto da porta.
Então, subitamente, algo aconteceu.Ela foi presa, encontrada em sua casa com 10 quilos de cocaína. Ele não podia crer no que acontecera. Ela muito menos. Não era traficante, muito menos usuária, mesmo não dando importância real às drogas. O amor se rompeu, o vínculo indestrutível foi cortado ao meio por um portão de ferro.
A porta se fechou, e ele bateu de frente com ela. Caiu no chão, ainda consciente, mas anestesiado pela intensidade da pancada. Encontrava-se novamente perdido da imensa escuridão. A oportunidade o atraíra para, logo após, lhe jogar aos leões.
Ele não mais comia, não mais sentia, não mais levantava de sua cama. Somente chorava. Rios e rios de lágrimas escorriam por seu peito, nu, não mais se importando com sua vida. Todos tentavam ajudar, mas ninguém o entendia. Ninguém sabia o que acontecera, ninguém ao menos a conhecia direito.
A porta, mesmo trancada e intransponível, continuava ali. Tudo que havia de fazer era arranjar um jeito de pô-la abaixo. Ele batia, chamava seu nome, tentava convencê-la a abrir a porta novamente. Decidiu arrombá-la.
Arranjou um trator. E uma corrente. Tudo que havia de fazer agora era arrebentar as grades da prisão e fugir. E o fez. Destruiu a parede da prisão. Só que o que não sabia era que aquela não era sua cela. Destruiu uma cela vazia. E então, vendo a correria dos policiais que viu outra saída.
A porta permanecia fechada. Mas, agora, pensou em uma outra maneira, realmente simples. Era só trazê-la para dentro da sala. A oportunidade apareceu novamente e, agora brilhava, não de amor, mas de esperança.A oportunidade agora estava a seu lado e, ainda andando, bateu à porta.
Era isso o que devia fazer. Se juntar à sa amada era o que queria, não ser fugitivo. Então ele simplesmente desceu do trator e deitou-se ao chão, com as mãos na cabeça, se entregando à polícia.
Então, solicitou que ficasse na mesma cela que sua amada.
 
Ali estava ela, agora ao seu lado, naquela sala escura e vazia, onde podiam fazer o que quisessem sem que ninguém percebesse. E então, depois de vários anos a porta novamente se abriu, para que vivessem suas vidas de amor como qualquer outro casal.
 
Noussa, aqui eu tô num vício total. Perdi completamente a noção de tempo e espaço.
 
Tudo culpa de um certo aparelho eletrônico, de função lúdica, bonitão, chamado Play Station 2.
Tenho ele há 2 semanas e já zerei 5 games nele.
 
Alguém, por favor, me dê algo útil pra fazer.
...
Um post?
...
Tá bom, você venceu. Vou ver se arrajno criatividade pra um post.
Mas não reclamem se sair toscão.
domingo, julho 11, 2004
"Feliz eu fico se você,
me olha como nunca viu,
me beija como só precisasse disso pra seguir."
Nossa, tempão que não tenho férias.

Que pena não poder pular essa.
domingo, julho 04, 2004
O paradoxo vivo


O meu erro foi tê-la conhecido naquela tarde de verão, no cais, no farol, sozinha. Ela me pegou. Ela realmente me pegou. Apunhalou-me nas costas no momento mais (in) oportuno.
Toda história tem um começo, e o desta é o fim. Não o fim da história, mas sim dos meus dias de sossego, de paz, o fim dos meus dias como uma pessoa normal.
A bola de neve começou a se formar naquele dia em que encontrei minha namorada, na cama, com outro, sendo assistidos por sete mil pessoas na internet pela webcam. E o pior é que eles não haviam bebido.
-O que significa isso?! - eu disse, utilizando a pergunta clichê.
-Não é nada. Não amo ele. Só tenho olhos pra você, amor. - disse enquanto colocava suas roupas.
-Pode até ser que me ama e que tem olhos só para mim. O problema é que tem todo o resto para ele, se é que me entende. Sinto em dizer isso, mas sou de uma seita indiana que trata os infiéis com a morte.
Saquei um três-oitão. Disparei três tiros. Uma na mulher, outra no homem e outra na webcam, maldita.
Tive de partir o quanto antes. Matar não é uma coisa muito boa. Mas eu diria que é corriqueira. Tão corriqueira que me arriscaria a dizer que matar já faz parte do roteiro de vida de todos nós.
Fugi. Fugi como um covarde, com o rabo e a arma entre as pernas (nunca se sabe quando uma revista policial pode acontecer). Fugi como um cão sarnento correndo de um açougue depois de abocanhar um filé mignon.
Então rodei até o outro lado do país. Conheci muita gente famosa, desconhecida, rica, pobre, suja, limpa... Todos tiveram a mesma importância pra mim.
Até que o dia fatídico chegou. Eu o chamo de dia E (o D estava ocupado). Parei o carro na praia, na beira do oceano. Caminhei, sentindo o doce e suave perfume do mar. A força do vento soprava meus cabelos, que não haviam sido aparados por meses e, junto com eles, soprava o tempo.
Depois de caminhar, avistei, de longe, um farol. Mas havia algo estranho na sua luz. Havia a sobra de alguém. Chegando no farol, subi rapidamente suas escadas.
E lá estava ela, sorrindo, como se estivesse esperando por mim. Era como um anjo que caiu na minha vida. Tinha lindos olhos cor-de-mel, cabelos negros como as brumas noturnas, sua pele era sedosa e macia e ela sorria como ninguém havia sorrido antes em todo o mundo.
-Olá, passageiro. Feliz em me ver?
-...
-Fala minha língua? - disse ela. Suas palavras saiam de sua boca como água que brotava no meio do deserto mais seco e árido.
-...O que está havendo comigo? - eu falei, ainda impressionado com aquela aparição que estava ali, bem diante de meus olhos.
-Quer dar um passeio comigo na praia?
-...Mais que nada no mundo.
-Então vamos logo. - puxando meu braço.
Andamos pela praia até o sol se por. E andamos até o sol raiar novamente. Estávamos mudos desde o farol. Ela andava...Não, ela flutuava à minha frente.
Não conseguia tirar os olhos de seu rosto lindo, tenro e feliz. Ela me fascinava. Mas o que sentia por ela não era amor. Ela só me transmitia medo e tristeza. E eu, não sei como, gostava disso. Era uma experiência única em toda a vida.
Enfim paramos, junto ao meu carro que estava ensopado pela maré alta. Quando ela viu, me disse rindo:
-Este é seu carro? Então acho que precisa de um novo.
-...É. Mas meu carro era minha casa. A lua acaba de me despejar.
-Venha para minha casa então. Pode ficar lá até arranjar outro lugar.
-...Se for assim não procurarei outro lugar. Ficarei ao teu lado.
Chegando lá, percebi que não era um lugar grande. Perguntei a ela se realmente queria que eu ficasse lá, com ela. Ignorando-me, disse para eu me sentir em casa.
-Tenho que falar com você. - eu disse, em tom sério - Acho que o que tenho a dizer mudara sua opinião.
-Se você me diz assim, acho que concordarei. - falou-me, mais uma vez me encantando com seu lindo sorriso.
-Não tenho casa, mas não tenho porque fiz algo muito errado. Eu matei minha namorada, matei seu amante e fui assistido por sete mil pessoas na internet.
-Ah, você é o assassino do vídeo engraçado...
-Você estava assistindo?
-Não, mas você é muito famoso por aqui.
-Então! Não é algo sério?
-Se quer saber isso resolve todos meus problemas e realiza todos meus sonhos.
Fiquei confuso. O que eu, o "assassino do vídeo engraçado", teria a ver com os sonhos e problemas dela? Fazendo a típica cara de Monalisa, eu disse:
-...É?
-Claro! Agora não tenho mais razão pra ficar aqui! Agora tenho motivos para sair de casa e viajar, sem rumo, com alguém que mal conheço!
-E este é seu sonho? Digo, isto o que quer da vida? Simplesmente encontrar com um desconhecido problemático e fugir com ele, sem rumo, à mercê do fado?
-Hum, você capta bem as coisas.
Ficava cada vez mais confuso. Quem era ela? O que ela queria de mim? Esse negócio de sair, sem rumo, com um desconhecido parecia desculpa para sair de casa.
-Vamos? - ela disse.
-...Temos de ir. A polícia pode me acabar achando a qualquer momento. Mas...
-O quê?
-Tem certeza que é isso que quer da vida? Sabe que será uma vida miserável e difícil, não é?
Mais uma vez ignorou-me, e se concentrou em sua mala. Pegou o essencial e partimos, em seu carro.
Viajamos e viajamos. Ainda estamos viajando. Parece que há um pacto inconsciente entre nós. Não perguntávamos nada sobre nós mesmos.
A cada dia mais e mais a odeio. E mais e mais a adoro. Ela parece fútil e inteligente. Frágil e forte. Criança e adulta. Um verdadeiro paradoxo ambulante.
Todos os dias penso em suicídio. Todos os dias hesito. A cada dia tenho mais amor à vida.
Cada dia traz consigo uma carta de despedida de um suicida. Está é a trecentésima sétima vez que escrevo esta história de minha vida. E está é a trecentésima sétima vez que escrevo esta carta de despedida.
Sei que hesitarei. Sei que escreverei esta carta novamente amanhã. Minha vida tornou-se um mar de caos e beleza.
O meu erro foi tê-la conhecido naquela tarde de verão, no cais, no farol, sozinha. Ela me pegou. Ela realmente me pegou. Apunhalou-me nas costas no momento mais (in) oportuno.