Sobre...tudo?
(post feito quando estava na fossa. desculpem o transtorno)
A vida é como uma onda no mar. No início, quando está se formando, não é sequer notada. Só começa a ser notada quando ganha corpo ou faz barulho suficiente. Então cresce, ganha forma e, quando está no auge, se quebra. Já perdendo sua força, vai parar na praia, onde se desfaz em espuma.
E assim vai, por toda a eternidade. Vida vai, vida vem, vai e vem, e uma nova vida se cria. Se Deus existe, fica imóvel, como uma criança ao admirar aquela paisagem linda, cheia de cores, com aquele mar flamejante, com aquele pôr-do-sol.
Vivemos nossa vida sem nos dar conta que não somos absolutamente nada, apenas água e espuma, crescendo e se quebrando, indo parar no nosso leito de morte, a praia. E achamos que somos importantes, de alguma maneira inimaginável. Achamos que temos algum papel no universo.
Poetas e filósofos diziam que somos poeira de estrelas, como se isso fosse lindo. Pois então te digo, como muitos também disseram antes: vamos do pó ao pó. Do pó de estrelas ao pó de cemitério, aquele cinza opaco, sem graça, sem vida, sem nada. Apenas somos então resquícios de imagens perdidas no tempo.
Imagens essas que vivem na cabeça das pessoas, vivem no tempo em que elas vivem, no tempo em que seu brilho estelar ainda não acabou. E então voltamos ao pó e às imagens perdidas no tempo e no espaço. De que forma então poderíamos nós sermos lembrados?
Ser lembrados como lendas? Te juro que prefiro ser totalmente apagado na história do que vir a ser o novo cavaleiro sem cabeça. Ou então algo mais forte, como o Drácula, aquele vampiro que nos rendeu vários jogos de videogame. Tudo bem, sou branco, tenho uns dentes avantajados, mas nada que me faça ser um vampiro. Um fantasma, talvez, mas nunca um vampiro.
Ser lembrados como gênios? Então deveríamos ter talento, não é? Esquece.
Ser lembrados como pensadores ou escritores? Então, se for assim, a vida não vale a dor de ser vivida. Ainda mais como essas pragas que são os escritores e pensadores.
Então como? Sei que quero ser lembrado, de alguma maneira, pelo resto da eternidade, mas sei também que um tanto quanto impossível. Então por que não acabo com essa peleja logo?
Nããããããão, vou ser lembrado como a onda que fui, como o pseudo-poeta que fui, como mini-gênio que fui, pela lenda que fui, pelo meio-que pensador que fui. Pelo pó de estrela que fui. Pelo pó de cemitério, guardado numa urna, em cima da lareira.
Pela espuma que, finalmente, se desfez.
A vida é como uma onda no mar. No início, quando está se formando, não é sequer notada. Só começa a ser notada quando ganha corpo ou faz barulho suficiente. Então cresce, ganha forma e, quando está no auge, se quebra. Já perdendo sua força, vai parar na praia, onde se desfaz em espuma.
E assim vai, por toda a eternidade. Vida vai, vida vem, vai e vem, e uma nova vida se cria. Se Deus existe, fica imóvel, como uma criança ao admirar aquela paisagem linda, cheia de cores, com aquele mar flamejante, com aquele pôr-do-sol.
Vivemos nossa vida sem nos dar conta que não somos absolutamente nada, apenas água e espuma, crescendo e se quebrando, indo parar no nosso leito de morte, a praia. E achamos que somos importantes, de alguma maneira inimaginável. Achamos que temos algum papel no universo.
Poetas e filósofos diziam que somos poeira de estrelas, como se isso fosse lindo. Pois então te digo, como muitos também disseram antes: vamos do pó ao pó. Do pó de estrelas ao pó de cemitério, aquele cinza opaco, sem graça, sem vida, sem nada. Apenas somos então resquícios de imagens perdidas no tempo.
Imagens essas que vivem na cabeça das pessoas, vivem no tempo em que elas vivem, no tempo em que seu brilho estelar ainda não acabou. E então voltamos ao pó e às imagens perdidas no tempo e no espaço. De que forma então poderíamos nós sermos lembrados?
Ser lembrados como lendas? Te juro que prefiro ser totalmente apagado na história do que vir a ser o novo cavaleiro sem cabeça. Ou então algo mais forte, como o Drácula, aquele vampiro que nos rendeu vários jogos de videogame. Tudo bem, sou branco, tenho uns dentes avantajados, mas nada que me faça ser um vampiro. Um fantasma, talvez, mas nunca um vampiro.
Ser lembrados como gênios? Então deveríamos ter talento, não é? Esquece.
Ser lembrados como pensadores ou escritores? Então, se for assim, a vida não vale a dor de ser vivida. Ainda mais como essas pragas que são os escritores e pensadores.
Então como? Sei que quero ser lembrado, de alguma maneira, pelo resto da eternidade, mas sei também que um tanto quanto impossível. Então por que não acabo com essa peleja logo?
Nããããããão, vou ser lembrado como a onda que fui, como o pseudo-poeta que fui, como mini-gênio que fui, pela lenda que fui, pelo meio-que pensador que fui. Pelo pó de estrela que fui. Pelo pó de cemitério, guardado numa urna, em cima da lareira.
Pela espuma que, finalmente, se desfez.

