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sábado, março 26, 2005

Oddy

(post dedicado para propaganda)

Vocês não podem deixar de ver a nova versão do nosso caríssimo Oddisséia e ver as coisas lindas que o Gustavo consegue encontrar por aí.
Sério, dêem uma olhada. Tudo de ótima qualidade. Se puderem, vejam as edições antigas também, sim?
sexta-feira, março 25, 2005

Dor

Sabe quando tudo que você quer na vida acontece?
E que você simnplesmente percebe que não era aquilo que você queria?
segunda-feira, março 21, 2005

Tentativa e erro

Tentei me matar três vezes hoje. Pensava em você e seus namorados, pensava em quão confusa você estava, pensava em quanto você os queria. Então, pensava que eu nunca poderia ter alguém como você, nunca poderia ao menos sonhar em ter alguém como você, nunca poderia pensar em ter alguém.
Minha paz e minha tolerância chegaram ao fim. Tentei me matar três vezes hoje. Tentei e não consegui. Queria me livrar do que tinha no peito mas não conseguia. Tentava me sufocar no travesseiro. Mas toda vez que eu tentava, uma lembrança sua me voltava na mente. Tentava, e no fim, respirava e voltava a sentir aquela agonia me apertando o coração.
Não consegui achar maneira de parar aquela agonia. Tentei me matar três vezes hoje. Tentava e não conseguia. ensava no que você teria como lembrança minha. Era certo que você acharia que conheceu mais um maluco, se eu me matasse. Um cara que nem sequer podia se manter vivo.
Depois respirava e pensava nessa solidão que você me trazia. Essa paixão, esse amor, essa febre. Isso me doía mais que espada no meu peito. Tentei me matar três vezes hoje. Mas percebi que não era assim que eu ia te fazer gostar de mim, ou fazer alguém gostar de mim como eu te gosto.
Pensei que eu poderia mudar. Pensei que você poderia mudar. Pensei que você poderia me notar, mas vi que era ilusão. Tentei me matar quatro vezes hoje. Agora penso que essa dor só vai passar se eu te ver mais uma vez, cara a cara, e que só assim você me notaria.
Então pensei que a dor só aumentaria, que você nunca me escolheria, que dessa dor eu já sofria e que dói. Não vou mais tentar me matar hoje. Mesmo você estando tão longe, está perto no meu coração. Hoje não vou mais tentar me matar.
Vou fugir daqui, me mudar, fugir pra te encontrar, ver se você gosta de mim como eu te gosto. Ver se vale à pena a dor que sentia, que dói aqui no peito. Vou fugir daqui pra te encontrar, vou mudar, vuo chegar aí pra te contar o que eu sinto por você, te contar a dor que sentia, que dói aqui no peito.
Não se preocupa comigo não. Não vou mais tentar me matar hoje. Mesmo com a dor e a agonia. Vou fugir daqui pra te encontrar. Fugir. Não vou me matar. Mas por você, até me mataria. Por você, até te mataria. Por você que me mato agora.
domingo, março 20, 2005

Teoria

A Dé quase me obrigou a falar sobre esse assunto, eu disse que ia ficar grande demais, mas ela insistiu. É sobre a minha teoria de que somos partes fragmentadas de opiniões, idéias e expressões de pessoas próximas, junto com nossa carga genética de personalidade. Não liguem se esse texto ficar muito viajante.
Começarei falando sobre a base. Quando somos bebês, gostamos de desafiar os pais com o que podemos ou não fazer. Isso é basicamente genético, instintivo, para que saibamos o que podemos ou não fazer, o que nos machuca, o que é bom. Também desafiamos os pais, porque ainda temos esses genes que descendem de espécies atrasadas, que precisavam lutar e desafiar autoridade de outros para sobreviver com mais conforto.
Um dos argumentos que apóiam essa tese é que aprendemos a língua que nossas pais e familiares ensinam. Um bebê brasileiro, mesmo que seja descendente direto de japoneses, irá aprender português (se os pais quiserem, claro). Não é algo pré moldado que nos faz aprender uma língua ou outra, mas sim a criação.
Nessa idade, fazemos amizades com membros do mesmo sexo, exatamente por sermos do mesmo sexo e termos os mesmos genes instintivos. Não temos sentimentos que nos juntem dos membros do sexo oposto, mas temos brinquedos que nos atraem aos membros do mesmo sexo.
Depois, enquanto crescemos, aprendemos com nossos pais, amigos e com a mídia, o que devemos gostar ou não. Se for moda gostar de Detonautas, eu vou gostar. Isso só não pode acontecer se for um traço de nossa personalidade genética que não gostemos de ser iguais, ou de ser membros sociáveis, por exemplo.
Outro argumento de apoio surge nesse momento. Um jovem que cresça em São Paulo terá sotaque paulista e não gostará dos cariocas, a não ser que conviva com alguém que é carioca ou esteja em uma comunidade que tem expressões próprias. Outro exemplo é que um membro de classe rica sempre parecerá riquinho, a não ser que cresça com a influência de alguém pobre.
Esse é o momento no qual os genes sexuais se tornam realmente ativos, fazendo os hormônios femininos e masculinos se desequelibrarem. Por isso, tendemos a, nessa idade, nos aproximarmos de membros do sexo oposto, o que não fazíamos antes, por não vermos nenhum atrativo.
Depois, quando crescemos mais um pouco, somos influenciados por nossa família, por nossos professores e por nossa condição financeira a seguir um caminho no mundo do trabalho. Mais um argumento que sustenta a tese é que cada um segue seu caminho, por ter grande variação de influências, e que pessoas da mesma escola, por exemplo, tendem a ter caminhos iguais, como ir para a faculdade ou ir mais cedo pro mercado de trabalho.
As pessoas também tendem a seguir caminhos diferentes, mas mechendo os pauzinhos para ficar junto dos amigos, como, por exemplo, morar na mesma república ou cursar na mesma faculdade. Os laços afetivos são fortes porque foram criados juntos e se acostumaram entre si, fazendo a convivência mais cômoda e estável.
Depois, vamos pro mercado de trabalho, mas continuamos fazendo reuniões com os amigos da faculdade. Largamos as mãos dos pais e dos amigos de infância, porque os velhos amigos e nós mesmos mudamos demais de influência, nos tornando estranhos. Seria mais fácil ter novas amizades no trabalho do que resgatar uma do jardim de infância.
Ainda temos amigos do mesmo sexo, já que algumas características nunca mudam, como tomar um chopp com os amigos ou fazer a manicure com as amigas. Adquirimos um companheiro do sexo oposto, para surprirmos nossa necessidade genética, e fazemos mais amigos no trabalho, pelo gosto. Não adiantaria nada ter uma amiga que não gostasse de nada, apenas acabaríamos isolando-a.
Temos ainda a influência de amigos, como ir a shows ou a museus, depende muito da criação e da carga genética. Quando ficamos velhos, deixamos de ser influenciados para influenciar outros, como um avô faz ao contar uma história pro neto, como um velho da praça ensina um jovem a jogar damas.
Por isso, gostamos muito de ver pessoas que viajaram por lugares diferentes. São coleções de influências, gostos e lendas de outros povos. Por isso que gostamos de ver aqueles programas sobre outros países, ou de alguém que corre o mundo afora. Por isso que gostamos tanto de pessoas tão diferentes e que não gostamos quando não há nada pra se falar ou conversar.
Por fim, tudo isso foi só porque a Dé quis, então não posso (nem quero) desenvolver mais, já que ela quer também desenvolver a partir disso. Beijinho, beijinho, tchau, tchau.
sábado, março 19, 2005

Na boate

Eu estava ali pela segunda vez naquela semana. Minha família já achava que eu estava envolvido em alguma coisa, como um complô internacional ou tráfico de drogas. Mas na verdade era algo muito mais simples e muito mais forte que ambos.
Não sou muito de repetir os lugares onde vou. Se hoje vou em uma boate, vou em outra em outro dia, ou então mudo e vou pra um bar. Mas desta vez eu fui obrigado a ir novamente no mesmo lugar, na mesma hora, pra ver se aquilo que senti era verdade.
No outro dia, naquela boate, vi as costas de uma moça no balcão. Fiquei impressionado, não por sua beleza, não por seu modo de vestir; fiquei impressionado por ter me apaixonado pelas costas de alguém.
Como sempre, pensei que não tinha nada a perder, então fui até o balcão e sentei-me junto dela. Olhei para seu rosto lindo e pálido pela luz do neon e percebi certa inquietude em semblante. Parecia esperar alguma coisa, algum acontecimento. Foi então que me direcionei ao balconista e mandei que lhe pagasse uma bebida.
Ela, ainda distraída, nem percebeu que eu estava ali do seu lado. Quando recebeu a bebida, tomou num gole só e se virou para mim. Foi então que percebi o quanto eu a amava, mesmo sem ao menos ver seu rosto direito. Parecia ser como um anjo.
Não consegui olhar em seus olhos. Na verdade, quando ela olhou pra mim, meus olhos se voltaram para o balcão, onde se encontrava meu refúgio, minha mão direita, que no momento brincava com um guarda-chuva de bebida. Sua pele parecia ser feita da mais pura seda.
Ela avançou em minha direção, me beijou e se foi, sem ao menos explicar o motivo, sem deixar nome, telefone, nada. Deixou somente mais dois e cinqüenta na minha conta e um resquício de batom nos meus lábios. Tudo que eu queria era deixar de ser esse idiota e me tornar alguém que ela merecesse, que respondesse toda aquela beleza.
Por isso voltei ali. Na mesma hora, vi ela, no mesmo lugar, só que desta vez, beijava outro. Beijava com toda a paixão que tinha, quase que me provocando. Então ele dá um tapa na linda face dela e fala umas palavras poucas, antes de ir embora, pisando forte.
Enquanto ela corria atrás dele, eu simplesmente tentava me controlar. Não importa o quanto doesse, de amor e de ódio, eu deveria me controlar. Eles deviam fazer as pases por si mesmos. Eu não tinha nada a ver com ela, tirando aquele beijo ardente que me dera.
Não consegui me conter. Fui correndo atrás dos dois. Parecia que naquela perseguição não havia lugar pra mim, que ninguém ao menos notava que eu estava ali, no meio, envolvido na trama. Eu queria que ela notasse que eu me importava com ela. Mas ela era tão especial...
Parei. Vi que nunca poderia ter um "nós" nessa história. Ela coria, corria, se perdia no meio de tanta gente dançando. Eu me desesperei, corri até o banheiro, me tranquei em um cubículo e chorei.
Rios de lágrimas saíam de meus pequenos olhos. "Corre! Corre, maldita! Corre, vai embora, que eu não te quero! Você não vale uma gota das lágrimas que correm no meu rosto! Vai, que a vida é tua!"
Depois de muito chorar, saí, desamparado, em direção ao balcão. Pensei em tomar um porre, pra ver se esquecia tudo aquilo, tão pouco e tão marcante. Chegando, ela me esperava. Me disse que aquilo tudo era pra pôr ciúmes em seu namorado, que eu não tinha nada a ver com isso, mas que estava grata por eu ter me importado.
Eu disse que deveria ser tudo como ela quisesse, tudo que desejasse. Que ela era muito especial pra mim, que ela devia mesmo ter alguém melhor ao seu lado. Que eu era mesmo um idiota ao pensar qua alguma coisa entre nós aconteceria.
Ela novamente me beijou e disse que tudo ficaria bem comigo, enquanto tivesse esperança no coração. Foi então que percebi que a esperança tinha sumido no ar que eu respirava.
No dia seguinte, fui encontrado morto, com sete tiros no peito. Morto enquanto planejava a própria morte. Foi melhor assim, minha morte não foi em vão. Pelo menos eu prendi aquele canalha. Agora sei que minha pobre vida só serviu para que ela pudesse viver feliz. Percebi que aquilo era tudo o que eu queria.
sexta-feira, março 18, 2005

Recadinhos:

Akie: recebeu minha carta? Tomara que sim, e que não tenha ligado pro tamanho dela, porque no dia eu tava realmente fora de mim. Qualquer dia desses conversamos melhor. E te mando o histórico (eu li, e achei lindo) pra você por e-mail, ok? E não se incomode com o template, eu tento arranjar um, mas se quiser fazer, que seja.
Dé: desculpa, eu ainda não pude responder sua carta, vai ficar pra semana que vem. Tenho dois motivos: sua carta chegou na quinta, e quinta é o dia de enviar cartas, então simplesmente não pude, e eu quero te mandar um cdzinho com um filme que você vai simplesmente amar. e comprei um livro que é lindo, depois te conto.
Rafael: se está aí, o que eu duvido, dê um sinal de vida. Te mando um e-mail um dia desses, pra matar saudade dos velhos tempos, nos quais a gente conversava e tudo mais. Te vejo por aí.
Lívia: um dia desses você tava meio esquisita e, de repente, pulou, como sempre fez. Que que houve, garotenha?
Luciana: ai, quero tanto conversar contigo. Espero que esteja online no pouco tempo que eu estarei nesse fim de semana. Reunião de família, sabe cumé.

Por hoje é só.
sábado, março 12, 2005

Eu sou muito chato, os outros são muito inocentes

Olhem fragmentos de uma conversa:

***** :mas vc assume que me machucou????
Eu: Machuquei é?
Desculpa, de vez em quando eu sou grosso, cabeçudo e te machuco por dentro.
Desculpe pôr tudo.
*****: tá bom !!

Ai, eu me divirto.

Expressões exclusivamente friburguenses

Hoje temos duas expressões para nosso rico dicionário:

"Com se-lhe do pá do Califórnia!" : não, não é um dialeto africano. Essa expressão é usada por diversos motoristas de van, e quer dizer três nomes de bairros: Conselheiro, Prado, Califórnia.

"Méduem! Mééééduem!" : essa peculiaridade é de alguns dos vendedores ambulantes. Nesse caso, essa expressão significa "Amendoim!", mas é simplesmente impossível de se reconhecer de primeira.

Isso é tudo, pessoal!
segunda-feira, março 07, 2005

Sobre o meu amar

Antes de tudo, vou comentar sobre esse título. Se eu colocasse como título "Sobre o meu amor", vocês iriam achar que estou apaixonado por alguém, principalmente depois de ler as próximas linhas. Então eu coloquei "Sobre o meu amar", para que fique claro que o foco desse texto não é o amor em si, mas o modo com o qual convivo com ele, e ele comigo.
Todo esse pensamento durgiu de repente, quando por um segundo eu achei estar amando alguém. Como o texto não é sobre isso, assunto encerrado. O que importa foi que eu senti aquele amor grande por apenas um momento.
Lembrei que um dia alguém me disse qe um amor inesperado pode acontecer a qualquer momento, e que pode ser até mais lindo que os amores que se vê nas telas de cinema. Pensei que eu realmente poderia estar amando, mas logo depois eu percebi que aquele amor era somente minha carência afetiva junto com a admiração que tenho por aquela pessoa. Meu coração tentava me iludir, pra ver se finalmente algo aconteceria.
Lembrei novamente sobre o amor dos filmes. Pensei "Por que que nada disso acontece comigo?" Até aí, tudo bem, já tinha chegado a pensar nisso algumas vezes. Foi então que eu percebi que se havia algo errado e se algo como "Lost in translation" poderia acontecer comigo, então quem não deixava isso acontecer era eu.
Nunca tinha pensado nessa possibilidade. Era tão óbvio, tão tolo, tão ridículo que eu sequer tinha cogitado essa possibilidade (lembrem que eu penso ao contrário). Pensei sobre coisas que me aconteceram, pessoas que conheci e palavras que, ao invés de recolher com carinho, joguei no lixo, sem ao menos pensar sobre a reciclagem.
Espero, que depois disso eu finalmente possa mudar minha atitude, o que eu duvido. Que possa amar alguém como sempre quis. Que possa ter boas lembranças para relembrar no futuro. Afinal, a vida é feita de sonhos e lembranças, não?