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domingo, maio 29, 2005
"I'm ripe with things to say,
the words rot and fall away.
What a stupid poem
could fix this home,
I'd read it everyday"
sexta-feira, maio 27, 2005

Top 10 músicas deprê

1: Damien Rice - The blower's daughter. Indiscutível, a música que mais me tocou até hoje. Me mostra o lado insistente e depressivo do amor. Mas as três primeiras desse top 10 estão quase empatadas, mesmo.

2: Beck - Everybody's gotta learn sometime. Música principal do filme Brihlo Eterno. Muito, muito, muito deprê. Nunca vou me esquecer da frase "I need your loving like the sunshine".

3: Radiohead - Creep. O que seria de uma lista de músicas deprês sem uma do Radiohead? Simplesmente dolorosa. Ficará eternamente nesse top 10, com certeza.

4: NOFX - All of me. Sim, uma música de punk rock. Mostra, pra mim, a face violenta da dor de amor. "Take these arms, I want to lose them. Take these lips, I'll never use them." Viloento e forte, porém deprê.

5: Cake - Friend is a four letter word. Seja o que for que signifique essa palavra de quatro letras (pra mim, é amor), é ultra deprê. Aliás, o Cake tem muitas músicas deprê misturadas entre as sem noção deles.

6: Los Hermanos - A flor. Uma de minhas músicas favoritas, mostra um grande e confuso caso de amor. Claro, só entra aqui por ter ligações sentimentais comigo. Linda, linda.

7: Radiohead - No Surprises. Pois é, olha o nome do blog aí, minha gente! Acho essa música simplesmente maravilhosa e triste, como quase todas do Radiohead. Aiai, sem mais comentários, senão eu choro.

8: Ramirez - Me diz. Uma banda relativamente nova, com essa música impressionante e absurdamente linda. Foi amor à primeira vista. Depois dessa, fui obrigado a baixar várias deles, todas muito boas mesmo.

9: Cake - Mexico. Eu não sei porque incluí essa aqui, mas eu acho ela muito deprê. Não tenho explicações, mesmo. Umas comparações toscas junto com o estilo do Cake. Tosca, mas muito legal.

10: Los Hermanos - Mais uma canção. Eu sei, podem rir. Essa música não parece, mas é muito deprê. A letra não me passa despercebida na música feliz. "Como pôde alguém perder você como eu fiz? Como eu quis não te ter?" Se isso não é deprê, não sei porque eu tô fazendo esse top 10.

Por hoje é só, pessoal!
sexta-feira, maio 20, 2005

Ai, que dor

Só pra eu poder explicar pra todos de uma vez, esse post será feito.

Antes de tudo eu me desculpo pela minha ausência e minha falta de ânimo. Pelo menos a ausência pode ser explicada. Vocês já sabem, eu fui na bienal, mas isso é assunto pra outro post. Esse aqui é pra dizer o que aconteceu logo após a viagem.
Pois é, vinha eu feliz da vida pra casa, e depois de duas horas e meia de viagem mais uma de espera (meu pai é muito lerdo no trânsito), eu chego. Me deito, comento com meu pai que tinha sentido um mal estar de manhã, mas que não tinha sido nada demais.
Eis que então chega a maldita. Eu começo a me contorcer de dor, grito pra minha mãe e ela vem, toda desesperada (mais que eu, acho), dizendo pro meu pai que a gente devia ir pro hospital. Eu não tive opção, a dor era muito, muito forte.
Chegando no hospital, tivemos que esperar. Já era noite e só tinha um médico de plantão (e ele se chamava feliz, olha que ironia). Resolveu me botar um soro na veia com uns remédios e mandou eu esperar meu exame de urina ficar pronto. Diagnóstico: pedra no rim esquerdo.
É verdade tudo que dizem sobre essas tais pedras. Que são a pior tortura, que doem mais que parto, que te atacam quando menos espera, que demoram pra curar, que são mais que um pé no saco. Fiquei internado por dois dias, sem poder comer.
Na verdade, poder eu até podia, e tentava. Mas toda vez que tentava, vomitava. Foram mais de 6 vezes em apenas um dia. Ainda cismaram de me dar laxante pra poder fazer radiografia, ver onde tava a maldita e de que tamanho era.
Sorte minha que a maldita não era muito grande, mas ainda tá aqui, no caminho entre a bexiga e o rim esquerdo. E dói, claro que dói. Já tô bem melhor, o pior já passou. Agora tudo que devo fazer é esperar ela sair.

Moral da história: TOMEM ÁGUA, SEUS MALDITOS.

Template novo

Impressionante o que eu consigo fazer com o Paintbrush, né?

Quero opiniões, ficou melhor ou pior que o anterior?
sexta-feira, maio 13, 2005

Away

Bem, vou dar uma sumida, qualquer dia, quem sabe, talvez eu apareça.
Quero sumir por uns tempos.

Só sumir.

Vou ali no Rio ver a Bienal do livro e já volto.
Qualquer coisa, pra que que serve e-mail?
terça-feira, maio 03, 2005

Garota de floral

Se eu me lembro de um dia lindo na minha vida, foi o dia no qual eu a conheci, aquela garota dos meus sonhos, a que me enchia os olhos de lágrimas, aquela que me dói só ao lembrar. Aqui escrevo sobre aquela noite, a maior e melhor noite da minha vida.
A noite estava estrelada, nenhuma luz se via. Eu e meus amigos do trabalho tínhamos decidido ir passar a noite em uma festa que iria ter na casa de um deles. Nós, como bons companheiros que somos, fomos todos pra um bar antes, pra já chegar lá bem calibrados. Eu, como de costume, não bebi, queria tirar daquela noite o sumo. Nunca fui de beber também, nunca me atraiu. Pois bem, como sempre lá fui eu pro volante, carregar aquela cambada de bêbados felizes pra festa.
Noite na estrada, estrelada, e eles me parando, dizendo que era ali a festa. Não sabia que era ali a casa dele, e nem ao menos ouvia o que eles diziam. Parei, não porque eles pediram, mas porque eu a vi, de blusa colorida e de saia estampada. Um de meus amigos disse que ela era amiga dele, nos apresentou. Ela virou, me olhou e então sorriu pra mim.
Então, eu acho que o tempo parou. A festa nem parecia estar ali, meus amigos não pareciam estar ali, somente ela, me abraçando, simplesmente me abraçando, como qualquer amigo de amigo faz ao se apresentar. Mas pareceu que toda uma vida eu ficaria ali, abraçado com ela, sem nenhum barulho, sem nenhum amigo, sem nenhuma festa, sem nada.
Então, fomos todos pra dentro da casa, pra dentro da festa. Todos dançando, meus amigos bebendo ainda mais, todos bebendo, enchendo a cara, bêbados, e eu bêbado de tanto beber de sua beleza. Nós dois pegamos uma cerveja cada um, saímos da casa e sentamos na escada de entrada.
Estávamos cheios daqueles tristes corpos descontrolados, cambaleando, bebendo, aquele cheiro de vômito e aqueles barulhos desagradáveis. Não que eu não goste de festas assim, acho até super legal, mas não vejo o porquê de beber e vomitar, pra acordar no outro dia baleado, com dores de cabeça, amnésia e tantos outros efeitos colaterais.
O que eu achei legal é que eu, mesmo sem beber, estava fora de mim, era outra pessoa diante dela. Eu conseguia falar mais solto, a elogiar, e ela me encarando com aquele lindo olhar. Ficamos ali, conversando sobre diversas coisas. Falamos da festa, do nosso amigo em comum, de estrelas, de estradas, de seu cabelo lindo, daquela noite.
Acabamos por deitar na grama, já molhada pelo sereno da madrugada. Olhamos pro céu, aliás, ela olhou pro céu, pois eu não conseguia tirar os olhos dela, conversamos ainda mais sobre as coisas da vida, crenças e destino, casos amorosos, felicidades, tristezas, aventuras. Rimos, e a cada vez que ela ria, o mundo parava pra vê-la.
A noite foi longa e linda, mas como tudo que é bom na vida, tinha que acabar. Disse pra ela que bem que eu queria, mas sabia que não dependia apenas de nós dois pra aquela noite continuar. Olhamos a aurora de um novo dia, juntos, vendo o degradê do céu matinal e toda sua poesia.
Ela disse “Não diga que amanhã é um novo dia, ou que vai ser, porque é fácil pra você dizer. Somente diga que vamos nos ver novamente, sim?” Combinamos de nos vermos na próxima festa que combinássemos, eu e meus amigos. Dissemos adeus. Dissemos adeus...
Não dissemos nada mais. Eu não disse que me apaixonei por ela, ela também não me disse nada, fiquei na dúvida, apenas esperando um próxima vez. Não houve outra vez, meus amigos decidiram não fazer mais festas, não agüentavam mais ficar tão bêbados e lavar aquela casa suja ainda com ressaca.
Depois daquele dia, tudo foi tão diferente, e a semana agora passa devagar. Parece que seu encanto permaneceu para toda minha vida. Seu encanto de fazer as coisas pararem, de fazer a vida durar mais, fazer a vida valer mais.
Pena que, quando fico com saudade ou com tristeza, aquele sofrimento também é eterno. Aquela dor é eterna. Aquela dor maior do que qualquer ressaca. Mas então eu lembro daqueles momentos felizes que eu tive ao seu lado, momentos lindos, e fico na esperança de que você apareça novamente do nada e dê novas cores pra minha vida.
E de vez em quando, ainda me pego imaginando, me pego pensando sobre tudo que eu queria te dizer. Elaboro todo um roteiro, toda uma estrutura emocional, todos os gestos e entonações. Escrevi um livro sobre ela, agora ganhei milhões.
Mas juro que trocaria todos os milhões, todas minhas coisas, todas as palavras, toda minha vida por mais uma noite perto dela. E eu me lembro que foi tão legal... Aquela noite era especial com a garota de floral.