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domingo, julho 31, 2005

Sobre o amanhã

Hoje eu acordei às cinco da tarde. Conseqüência dos dias ótimos que tive. Dos dias ótimos e da minha incrível e inabalável insônia. Ultimamente eu tenho dormido muito tarde, ando escrevendo demais, pensando demais, sentindo demais... Sonhando demais.
Mas enfim, não vou conseguir dormir antes das seis, e eu tenho que acordar às seis. Então penso sériamente me virar a noite. Amanhã vai ser um dia cheio e eu não sei se devo pensar muito sobre minha vida.

Alguém se habilita a virar a noite comigo?
sábado, julho 30, 2005

Várias cositas

Pois é, um post diarinho, mas fragmentado, de vários dias.

Preparem-se.

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Estou cansado de ser tão emo. Essa minha mania de ser tá sentimental ainda me mata. Li um texto do Ferreira Gullar que dizia:

"A alegria

O sofrimento não tem
nenhum valor
Não acende um halo
em volta de tua cabeça, não
ilumina trecho algum
de tua carne escura
(nem mesmo o que iluminaria
a lembrança ou a ilusão
de uma alegria).

Sofres tu, sofre
um cachorro ferido, um inseto
que o inseticida envenena.
Será maior a tua dor
que a daquele gato que viste
a espinha quebrada a pau
arrastando-se a berrar pela sarjeta
sem ao menos poder morrer?

A justiça é moral, a injustiça
não. A dor
te iguala a ratos e baratas
que também de dentro dos esgotos

espiam o sol
e no seu corpo nojento
de entre fezes"

Achei tão forte. Simplesmente fala tudo. Cansei de ficar chorando pelos cantos, de querer coisas que eu sei que não posso ter (e não posso ter apenas pelo fato de não querer magoar ou forçar alguém que eu amo tanto). Cansei de ser tão baixo ao nível de esconder as coisas dos meus próprios amigos.
Hoje eu conversei com um amigo meu exatamente sobre isso. Ele disse que não deixava as pessoas verem o que escreve por ser íntimo demais. Eu acho que quem é amigo, merece ver tudo que se passa dentro de você, te ver transparente, nu de todas as malícias e loucuras. Acho que só assim as pessoas podem realmente decidir se merecem e querem ser suas amigas.
Eu não sofro mais do que aquele mosquito do qual você tirou as asinhas pra brincar. Eu sofro tanto quanto todo mundo sofre, sofreu ou sofrerá. Então, se eu sofro, não há motivos pra não dizer isso, pra me mostrar sorridente, pra mascarar o que eu sinto pros meus amigos. Aliás, fazendo isso, acho que se perde completamente a confiança que se adquire com a amizade.

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Recebi uma carta ontem sobre um concurso literário. Nela dizia que eu fui convocado pra uma reunião, na qual estariam todos os finalistas do concurso (dentre eles, eu). Não sei pra quem que eu prometi, não sei ao menos se foi pra mim mesmo que prometi, mas um dia eu prometi que se alguém provasse pra mim que eu tinha alguma chance no ramo literário, eu deveria repensar sobre o que escrevo. Ver se isso que outros chamam de dom pode me levar pra algum lugar além da esquina.
Acho até que foi por isso que eu entrei nesse concurso. Mandei três textos médios que encontrei por acaso vagando no pc e enviei, sem pensar. Fui lembrar mesmo ontem, e levei um choque quando vi que um texto tosco meu foi qualificado. Vejamos então se eu tenho alguma coisa mesmo. Vai ver, cumpro minhas espectativas e me conformo em dizer novamente que não passo de um adolescente tentando se expressar.

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Hoje fui no show dos Paralamas do Sucesso. Tocaram todas as músicas que são especiais pra mim, todas as dançantes, todas as lindas e algumas mais. Acho que essa noite foi fantástica. Não, foi mágica. Foi ótima, mesmo. A Lélia não apareceu com o amigo dela, ficamos só eu, a Aninha e o primo dela, Fred. Gritei muito, dancei muito, levei muita mão na bunda. Pelo menos dessa vez as mãos foram femininas.
A noite foi muito boa, muito mesmo. Mas não foi perfeita. Pra ser perfeita devia ter...
Não, não vou ser mais emo. E ponto.

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"Cuide bem do seu amor,
seja quem for..."
sexta-feira, julho 29, 2005

Sobre tudo que eu precisava

Tudo que eu precisava era um gesto. Um simples gesto, fraco e mudo, calmo e franco. Tudo que eu precisava era uma lembrança dos tempos suaves e lindos que passei contigo. Lembranças daquele tempo em que havia flores na mesa, havia sorrisos nos rostos, havia chuva lá fora. Havia uma vida feliz lá fora.
Parece que ainda lembro da sua beleza e de sua graça espalhada nessa casa. Aquelas suas camisas de linho que eu passava com todo o carinho toda semana, aquele cheiro do seu perfume e todas as suas músicas que se embalavam com o azul do céu e do mar...

E essa súplica rasgando a sobre-tarde.

Menino, quero mais uma de suas canções mágicas em mim. Quero mais uma vez te ver aqui, cantando na janela, e aquele violão cansado tocando as mais lindas músicas que o mundo nunca ouviu. Quero mais que isso. Quero ver sua poesia de cada dia, quero ouvir sua música de vida, quero ouvir teu coração batendo junto ao meu, em sincronia perfeita.
Quero mais um de seus sonhos, mais um de seus casos, mais uma de suas vidas. Quero um ramo de idéias, um ramo de ideais. Quero ver eles florindo em cima da mesa, como as flores que sempre lá estavam. Quero sentir teu cheiro, quero sentir teu rosto, quero sentir a sua pele na minha.
Quero ver a vida em mim novamente. Me livrar de todos os medos. Quero mais uma das suas filosofias de boteco, aquelas que assoreavam todos os meus medos e todas as minhas dores. Quero sentir seu amor aqui comigo mais uma vez, ouvir tua voz dizendo que chegava, olhar e ver como era lindo. Queria seus ideogramas, menino. Daqueles de calar sozinhices e adormecer tristezas.

Até que essa lágrima te abrace.
quarta-feira, julho 27, 2005

Vontade

Hoje eu acordei com a vontade simples de socar alguém bem forte.
Sem compromisso, sabe. Sem alguém certo.
Só socar.

Cada dia me pareço mais com você, .
domingo, julho 24, 2005

Começo a conhecer-me. Não existo.

"Começo a conhecer-me. Não existo.
Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram,
ou metade desse intervalo, porque também há vida...
Sou isso, enfim...
Apague a luz, feche a porta e deixe de ter barulhos de chinelos no corredor.
Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo.
É um universo barato."

Álvaro de Campos

Trote

Eu andava na rua, já estava de noite, e passo por um sujeito gritando no celular:

- Cara, não aguento mais isso! Só podia ser trote! O cara me ligou a cobrar no celular e disse "- Será que eu posso falar com o Leitão? - Não, aqui não é o Leitão não. - Ah, foi mal, acho que liguei pro chiqueiro errado!" Vai dizer que isso não é trote?

E o cara ainda tinha dúvidas.
sexta-feira, julho 22, 2005

Síntese

Tudo culpa da Raisa.
quarta-feira, julho 20, 2005

Ação e reação

Na física, tudo parece difícil. Tudo parece um emaranhado de números, regras e limites, nos quais muitos se perdem. Todos se dão mal em física exatamente por ser difícil lidar com tantas regras e exatidões. Eu vou bem, sempre fui bem. Sempre fui capaz de me adequar muito bem às regras. Na física, ação e reação são calculados, certos. Tudo é, então, muito fácil de se prever.

No amor, ação e reação não são iguais, são imprevisíveis, incertas, impossíveis de se calcular. No amor, tudo é margem de erro, tudo é pura especulação. Não há regras, limites. Não há exatidão. Portanto, o amor é muito mais difícil que a física.

Então porque que eu me dou mal no amor, enquanto todos são bons?
terça-feira, julho 19, 2005

Histórico

Eu adoro fazer uma classificação das pessoas que mais me mandam mensagens pelo msn.
Claro, quantidade não é qualidade, mas sempre significa alguma coisa.

Bem, vou fazer o top 5 desses últimos tempos.

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Em quinto lugar... Débora Freire, minha queridinha, com 433 KB. Nossa, eu pensava que eu conversava mais com você. Vê se melhora da próxima vez!

Em quarto... Ronald Rios? Eu não esperava essa. Eu nem converso tanto com ele assim. 503 KB. Meus parabéns.

Em terceiro lugar... Akemi, com 568 KB. Percebi que eu falo muito com você, mas poucas vezes. Aparece mais também. Te lóvio, querilda.

Em segundo lugar... Karen! Eu também não esperava por essa. Não que a gente se fale pouco, mas eu achei que eu conversasse mais com outras pessoas, sei lá. Mas é bom ter uma maninha do lado por tempo integral. 839 KB.

E finalmente em primeiro lugar, com mais de um mega (sim, um mega de textinhos), batendo todos os recordes... Marianna, com 1081 KB. Não esperava que fosse primeira, mas esperava nos top 5. Quer dizer que então nós conversamos bagarai nesse curtíssimo espaço de tempo, non? Eu ainda tenho que te passar muitas músicas. E não fique animada porque ficou em primeira não, viu?
domingo, julho 17, 2005

Ausência

"Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como uma nódoa do passado.
Eu deixarei... Tu irás e encostarás a tua face em outra face
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos
Mas eu te possuirei mais que ninguém porque poderei partir
e todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada."

Vinícius de Moraes
sábado, julho 16, 2005

Férias

Sim, normalmente quando se pensa em férias se pensa logo na praia ou em uma paisagem bonita ou então numa bela companhia. Logo vem aquele sentimento gostoso, aquele ócio, prato de biscoito apoiado na barriga, cobertas e uma caneca de chá quentinho. Um cantinho aconchegante, uma pilha de livros coisas lindas.
Ou seja, quando se pensa em férias, se pensa em algo legar pra se fazer, sem ter trabalho, sem se preocupar com nada. Somente aquele sentimento bom, maravilhoso.
Claro, tem gente que simplesmente ignora o ócio e quer logo voltar à rotina. Não sei o que se passa na cabeça dessas pessoas. Mas existem, eu já me senti assim algumas vezes. Hoje, tenho motivos pra me sentir dos dois jeitos.
Mas pela primeira vez na vida, eu simplesmente não sinto nada. Nada. Não sinto ansiedade, paz, criatividade, liberdade, vontade de ficar no colégio, vontade de nunca mais voltar... Nada.
Só quero que essa confusão sossegue nessas férias. Que a poeira assente.
Que minha vida volte a ser o que era antes.
sexta-feira, julho 15, 2005

All the things never change

sábado, julho 09, 2005

Ele

Ele tinha saudades do tempo passado. Tempos lindos, felizes, de infância e ignorância. Daquele tempo em que nada importava. Pra ter felicidade, bastava ter dois ou três amigos, uma bacia grande de pipoca e muito videogame.
Aqueles tempos nos quais tudo era brilhante, as músicas vibravam com a alegria permanente, os poemas não faziam sentido, os bonecos trocavam de cabeça, os desenhos eram de bonecos palito, o sol sorria no caderno.
Tempos em que amor de mãe era todo o amor necessário, em que café era coisa de adulto, em que bolas de futebol não faltavam e em que se machucar era muito mais fácil.
Não, na verdade agora ele se mchucava muito mais fácil. Se machucava quando ia pra escola, se machucava quando soltava as palavras, quando agitava o ar entre seus dedos.
E tudo no que conseguia pensar era em alguém melhor e mais bonita, enquanto fazia seu capuccino caseiro e ouvia techno de um cd recém-ganhado.
Mas agora não pensava nela com dor no coração. Pensava nela com mais clareza, mais liberdade. Pensava nela como um simples amor.

E agora voltava a rezar para que esse amor fosse passageiro.
quarta-feira, julho 06, 2005

Enquanto isso, no noticiário...

-Ih, olha lá, aquela mulher que morreu caindo de bungee jumping!

-Haha, tem imagens! E foi o pai dela que filmou!

-Você viu, você viu? Dava pra ver o cabo arrebentando.

-Não, não vi... Ah, tá repetindo.

-Mas que droga, não deu pra ver!

-É porque cortaram. Sacou? Cortaram!

-Sabe, às vezes esse seu humor dá no saco.
segunda-feira, julho 04, 2005

Ponto final...?

Foi bom o que me aconteceu ontem, de noite. Logo depois que eu saí do computador e me desliguei de pessoas ótimas que vêm surgindo na minha vida, depois de ter conversado e de ter pedido múltiplas opiniões, decidi parar de sofrer essa semana. Sim, parar de sofrer. Não, não que eu possa optar. Não é algo como "ah, hoje é segunda feira, vou parar de fumar", ou "essa semana eu juro que vou pra academia". É algo completamente diferente.
Eu sofro ainda, e muito, por causa de apenas uma coisa: essa passividade dela quanto a mim. Então, decidi que eu devia acabar logo com essa bagaça e foder com tudo duma vez. Sim, decidi me declarar pra ela essa semana. Não decidi como, mas apenas decidi me declarar. Deixaria passar essa semana, essa última semana, e então me declararia, de acordo com o plano.
Estava tudo tão claro em minha mente que eu não podia pensar em outra coisa. Tudo que eu pensava, sentia e ouvia me deixava tão feliz! Tudo parecia então estar resolvido, minha felicidade restaurada e minha vida viva novamente.

Hoje encontrei com ela novamente. Todos os dias encontro ela na rua, de alguma maneira incompreensível. Ela estava lá, do meu lado, feliz e sorridente como sempre. Eu pensei "ela não faz idéia do porvir". "ela não sabe, não tem uma ponta de dúvida quanto à minha amizade".
Conversei com ela e percebi o quanto eu me feria cada vez que uma palavra saía da minha boca. Eu me mostrava realmente um amigo, um simples amigo, nada mais. Percebi o ator que sou, o ator ao vivo, à cores. Me senti numa apresentação de teatro urbano. Percebi que eu realmente não valia à pena, que meu amor por ela não passava de ilusão minha. Percebi que se eu me declarasse, ela se lembraria de cada palavra minha, cada piada, cada expressão, cada momento.

E agora me sinto apenas um ladrão, daqueles bem ridículos, que sentem culpa depois de roubar uma galinha. Não sei mais o que faço.

Será que essa semana chega meu ponto final?