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domingo, abril 24, 2005

A morte absoluta

Morrer.
Morrer de corpo e de alma.
Completamente.

Morrer sem deixar o triste despojo da carne,
A exangue máscara de cera,
Cercada de flores,
Que apodrecerão - felizes! - num dia,
Banhadas de lágrimas
Nascidas menos da saudade do que do espanto da morte.

Morrer sem deixar porventura uma alma errante...
A caminho do céu?
Mas que céu pode satisfazer teu sonho de céu?

Morrer sem deixar um sulco, um risco, uma sombra,
A lembrança de uma sombra
Em nenhum coração, em nenhum pensamento.
Em nenhuma epiderme.

Morrer tão completamente
Que um dia ao lerem o teu nome num papel
Perguntem: "Quem foi?..."

Morrer mais completamente ainda,
- Sem deixar sequer esse nome.

Manuel Bandeira
quinta-feira, abril 21, 2005

Vestido azul

Hoje eu me sinto tão bem! Lembrei de você quando vi as ondas batendo nas rochas. Lembrei daquele dia que te vi chorando, aquele dia lindo no cais. Você estava linda naquele vestido azul, com aquela carinha triste de moça apaixonada. Hoje acordei feliz, comprei essas flores e te vi naquelas ondas, naquela brisa, naquele cheiro de mar.
Lembrei de quando nós dois estávamos tristes lá no cais, olhando pro horizonte e pensando em nossos amados. Foi assim que a gente acabou se conhecendo, né? Foi impressionante como naquele dia a tristeza virou felicidade em tão pouco tempo. Ficávamos fazendo aqueles planos loucos, como irmos pra bem longe e comprarmos uma fábrica de tijolos pra construir nosso império de blocos de construção. Aqueles planos bobos de quem só quer se livrar daquela dor de amor. Sabe que é desses planos bobos que eu sinto mais saudade?
Sinto saudade também de quando olhávamos pra aquele horizonte lindo, aquele barulho das ondas. E quando chegava pôr-do-sol, e a luz brilhava em nossas lágrimas, deixava seu rosto ainda mais bonito, com aquela emoção de quem acabou de descobrir alguém que sente o mesmo. Alguém que, como você, queria que eles fossem embora, que sumissem da face da terra, que virassem pó ou, melhor ainda, desintegrassem, pra nem ao menos deixar vestígios ou deixar um nome pra ser lembrado. O mais engraçado que foi exatamente o que aconteceu com a gente.
Acho que nós fugimos por dois motivos. Porque a gente se gostava demais e porque planejávamos muitas coisas absurdas, como essa que a gente acabou fazendo. Juntamos as economias, umas roupas, os passaportes e fomos viajando por aí, você lembra? Foi tão bom. Eu peguei o carro e nós fomos sem rumo. "Caminhando e cantando e seguindo a canção". Para nós, o céu era o limite. Pena que foi nessa que você, literalmente, chegou ao limite.
O carro descontrolou, eu dormi ao volante e quando vi, já estávamos capotando. Te juro, foi o dia mais triste da minha vida. Trago agora comigo essa cicatriz no rosto, e uma maior ainda no coração, por ter te perdido por um erro meu. Você não sabe o quanto eu ainda me machuco por causa disso. Mas hoje eu acordei feliz, comprei essas flores e te vi novamente naquelas ondas. O mar azul me lembra seu vestido, as espumas das ondas me lembram as espumas de nossos beijos.
Quero que esse amor não acabe aqui, amor. Mas espera, espera só mais um pouco, pois não demora e eu estarei aí com você novamente, e veremos o pôr-do-sol, e fugiremos de novo, e viveremos de novo. Não demora e eu não me agüento mais. Espera mais um pouco que eu já estou indo. Vê se me espera...
domingo, abril 17, 2005
"eu tinha algum amor,
eu era bem melhor,
mas tudo deu um nó
e a vida se perdeu
se existe Deus, em agonia,
manda essa cavalaria
que hoje a fé me abandonou"

Pergunta tola

Por que que o líder dos Ursinhos Carinhosos é um leão?

Colégio parte 3: redação

-Luciano, você sabe, tem muita gente muito, mas muito burra aqui na sala.
-Han?
-Tem gente muito burra mesmo nessa sala.
-Ahn, e?
-Diz aí, atriz é com s ou com z?
domingo, abril 10, 2005

Cuecas

Meu irmão e eu discutíamos sobre cuecas:

-Luciano, a minha é da Yves Saint Lauren, é melhor.
-Eu tenho uma cueca da taco, ela tem mais a ver com meu...
estilo.

Festas de criança

Eu adoro festas de criança. Xuxa tocando no fundo, balões por todos os lados, crianças brincando de pique esconde, os pais todos juntos em uma roda, exilados, lá no canto, presentes fofos, brigadeiros, doces, muitos doces, fantasias esquisitas, pirulitos, mais balões, uma pessoa da mesma idade que você pra ficar zoando e tudo que há de melhor.

De vez em quando eu sinto uma vontade quase incontrolável de arranjar uma fantasia bizarra e ir pra uma festa dessas, seja de quem for, só pra zoar um pouco, brincar de pique esconde, roubar no pique pega, roubar doces, encher o saco da minha mãe e fingir que sou criança.

Eu disse quase.
sábado, abril 09, 2005

Problema masculino

Esse é o problema dos homens. Eles não podem dar o golpe da barriga.

Só se for a de barriga de chopp.

Sobre o que eu poderia ter dito

-Te adoro, Luciano.

Nessa hora eu poderia ter dito várias coisas:
-Te gosto também.
Ou:
-Você é muito legal.
Ou até, quem sabe:
-Eu te amo muito agora e te amarei muito, muito, muito, te quero nos meus braços, quero apenas te sentir, te ter por perto, falar contigo, te afagar, te beijar, te ter pra mim, só pra mim, te ver feliz, ser teu...

-Brigado...

Ai, como eu sou idiota.
domingo, abril 03, 2005

Mais uma do colégio

-Pô, tô com dor de garganta.
-Toma alguma coisa, cara.
-Já tô tomando.
-O quê? Gardenal?
-Não, mas é pra garganta também.

Diálogo

-Luciano, você é um cara tão legal!
-Sou é? Ai, brigado.
-Se veste igual meu avô, mas é bem legal.

Só porque eu uso camisas xadrez de vez em quando.