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sexta-feira, dezembro 31, 2004
Mais um Natal

Então é Natal. Pessoas andam, cachorros latem, galos cantam. Noite quente, dia chuvoso. Um canto escuro e um chá gelado.

Especiais de TV. Será que eles não cansam de Roberto Carlos? Música clássica. Agitação. Ligações e visitas. Quarto fechado, frio, escuro. Uma luz. Alguns retratos. Lembranças de um dia inesquecível.

Comida, muita comida. Um homem gordo e careca fala na TV que você tem que entrar o ano novo de corpo fechado. Noite entediante.

Uma mensagem no e-mail. Uma foto linda. Quarto fechado, frio, escuro. Silêncio. Uma luz aponta para a tela do computador. Insônia.

Cachorros latem, galos cantam. A luz se torna desnecessária. O computador desligado, mas uma imagem se perde na mente. De repente, tudo pára.

Pessoas param, carros param, mentes param, garganta grita. Então, um último suspiro: morri de te amar demais.

domingo, dezembro 26, 2004
Pra ti

Eu queria um dia
escrever poesia
pra ti

mas não conseguia.
Quando vi, sofria;
parti.

Tempo já fazia
que te descrevia,
perdi

tudo que é memória
da tua noite fria.
Curti.

Tu não tens idéia,
deu feitiçaria:
te vi.

Como te queria,
meu amor, temia!
Fugi.

Minha fantasia:
toda tua alegria
for ever and ever, and ever...
segunda-feira, dezembro 20, 2004
"Se eu fugir de você, é que não quero,
se eu parar, é que não conseguirei.
-E se você disser: "Com tu, irei"?
Então direi: "Amor, por ti espero".
Luciano
sexta-feira, dezembro 17, 2004
Como no piloto, vou dar uma de poeteiro aqui também. Como eu disse lá, não me responsabilizo por meus atos quando estou com insônia. E não me importa se vocês não entenderem, porque pra mim ficou ótemo. Here we go.

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O canto do encanto


Quero ver o encanto
do teu canto
no meu canto.

Quero ser encanto
no canto
do teu canto.

Quero ver teu encanto
no canto
do meu canto.

Quero o encanto
do teu canto
no meu canto
de amor.
sexta-feira, dezembro 10, 2004
Quando eu era pequeno

Quando eu era pequeno, a vida era alegre. Quando eu era pequeno, as cores eram mais vivas, os sons eram mais limpos, as vozes eram mais lindas. Quando eu era pequeno, minha mente estava fresca e, como escreveu Marcelo Tas, ela saltava impacientemente de um pensamento para o outro, como uma perereca sobre o asfalto quente.
Quando eu era pequeno, eu brincava no quintal, na terra, escorregava barranco abaixo, jogava bola, brincava de pique-esconde. Quando eu era pequeno, tinha amigos na rua, achava que Super Nintendo era o melhor videogame que iriam inventar.
Quando eu era pequeno, ligava para o que os outros diziam de mim, o que, na maioria das vezes, resultava em briga. Quando eu era pequeno, tudo não passava de brincadeira, tudo era só alegria. Quando eu era pequeno, não sabia que era alegre.
Quando eu era pequeno, eu era assexuado, achava que pinto era só pra fazer xixi. Quando eu era pequeno, minha mãe fazia festas de aniversário para mim, me vestia com uma roupa ridícula e chamava todos os amigos pra zombar de mim. Quando eu era pequeno, era inocente.
Quando eu era pequeno, eu chorava, chorava muito, por qualquer motivo, por causa do filme bobo, da ponta quebrada do lápis, do castigo que a mãe dava, da comida ruim, da zoação dos amigos, da picada de formiga, da falta de atenção.
Quando eu era pequeno, amor era coisa de novela, ser bonito era ser engraçado e ser filho era ter mãe. Quando eu era pequeno, poesia era coisa de adulto, rosa era coisa de mulher, ter medo de escuro era ser bichinha. Quando eu era pequeno, éramos todos bichinhas.
Hoje, ainda não posso falar como adulto, mas tenho experiência o suficiente para dizer que tudo era bom quando eu era pequeno, que esses tempos ficarão em minha imaginação forever and ever. Hoje, em minha vida de adolescente, as cores são anestesiadas por flashes de luz no escuro, os sons são afiados como katanas, o choro secou, a poesia é coisa corriqueira e amor é a coisa mais linda do mundo.
O que eu acho mais engraçado é que quando eu digo que é melhor ser adolescente do que ser criança, todos me contrariam.