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domingo, setembro 26, 2004
Supernova


Era apenas mais uma aula de matemática. Ele estava entediado com toda aquela explicação de função modular. f(x)=lx+1l+lx-2l. Ele sabia toda aquela matéria, só precisava olhar para o quadro-negro e entendia tudo como se fosse mágica.
Suas mãos suavam. Ele não ouvia a aula. Suas mente viajava enquanto seu corpo trêmulo se mantia absorto. Para trás do 1, todos os sinais invertem. Ele estava em um lugar abstrato, entre a razão e o sentimento.
Seu corpo expressava, inconscientemente, todo o prazer que aquele lugar tinha. Era deus, ao lado de sua deusa de alabastro. Sua deusa intocável. Ele se sentia perto dela. Ele nunca teve os colhões para chegar perto dela.
E o resultado do gráfico é um V cortado. Finalmente chegara a hora do recreio. Ele acorda, em um surto, se colocando novamente no plano da realidade. Sentiu que se ele não pudesse ficar perto dela, como estava há pouco tempo, a vida não valeria a dor. Aquilo o machucava, como se quando ele fosse tocar uma linda rosa, um de seus espinhos o perfurasse.
Ele levanta de sua carteira, suspirando, pega seu lanche e vai ao banheiro. Lá, entra em uma das cabines, se tranca e chora. Não queria demonstrar sua fraqueza a ninguém. Era um homem sério, absoluto, pensativo. Era respeitado por sua grandeza de espírito.
Levantou-se, enxugando suas lágrimas, decidido a fazer alguma coisa para que aquela dor acabasse, ou que fosse substituída por outra ainda maior. Teria de aceitar sua decisão. Agora, ele confiava seu coração à ela, seja para amá-lo ou quebrá-lo.
Destrancou, lavou as mãos, foi, com toda a coragem possível e imaginável. Seu coração palpitava. Saindo do prédio, ainda cego pela luz, não viu o tumulto que ali estava. Ele corria, procurando ela, mas ninguém que ele conhecia estava ali. Não queria perder a coragem com o tempo.
Perguntava freneticamente por ela, mas ninguém ali a conhecia. Parecia que todos seus amigos não estavam ali, haviam desaparecido. Corria, gritava, olhava, enquanto tudo o que sentia passava diante de seu olhar. Estava louco.
Ele sabia que ela não se esconderia de propósito, que não sabia que ele a amava, nem sabia o que poderia se passar em sua mente. O sinal toca. ele corre, entra no prédio e sobe as escadas, que estavam vazias por algum motivo.
Chegando em sua sala, uns poucos estavam ali, chorando. Perguntei ao professor o que se passava que todos estavam tão mal. O professor explicou e, enquanto as palavras saíam de sua boca, a vida dele desabava.
Todos seus sentimentos de dor e de amor pararam de se expandir. Agora, tudo se comprimia, se desabava em sua própria força e, depois de toda a compressão, houve a explosão. Tudo lembrava uma supernova de sentimentos, explodindo e dando lugar a um buraco negro de dor e angústia.
Quando ele soube, pelas palavras do professor, que as aulas iriam ser suspensas porque ela havia morrido, somente uma coisa veio à sua mente. Virou-se, chorando, correu para o corredor e se jogou do terceiro andar.
Viu-se no meio de uma roda de pessoas, todos seus amigos e amigas o observavam. Estava no chão, perdendo suas forças. Repousou sua cabeça no chão e a viu por um momento, deitada a seu lado, morta e ensangüentada. Em seu peito, estava escrita uma mensagem endereçada a ele, escrita em sangue: "Eu te amava".
E um viva para os biscoitos de gotas de chocolate!
Nhame nhame.
domingo, setembro 19, 2004
Sinto dizer mais se contentem com a estorinha do abscesso, não tô com saco de digitar a outra.
Ainda tenho milhaaaares de cositas a fazer, sim?
domingo, setembro 12, 2004
Pessoal, sinto dizer a vocês mas eu tô tomando ferro.
Ui!
Ainda de quebra ganhei mais cálcio e fósforo.
Ai!
Outro dia um cara me perguntou: Por que você ainda não se matou?
Eu respondi: Ah, não sou disso não!
Mas, obviamente, escondi a verdade. Motivos não faltam.
Odeio o que faço, odeio minha família, minha condição social, minha condição financeira, meus "amigos", o mundo e até a mim mesmo.
Não gosto do jeito que escrevo, falo, penso, ando. Não gosto de minha aparência física, da minha preguiça, da minha inteligência medíocre que não me faz ser idiota, muito menos inteligente.
Seria capaz de destruir o mundo inteiro por nada. Apenas pelo fato de estar destruindo o mundo. Faria o universo se colapsar se pudesse, sem ao menos pestanejar.
Então, vocês me perguntam, por que você ainda não se matou?
Respondo com apenas uma palavra: Vocês.
Vocês são os únicos com os quais me importo, mesmo assim não muito. Gosto pra caramba de vocês. Vocês me dão esperança, amor, carinho, consolo e companhia.
Sem vocês eu seria apenas mais um corpo estendido no chão, junto com os restos de meus miolos estourados, fritando em um asfalto bem quente.
Se devo alguma coisa, devo tudo à vocês. Muito obrigado por fazerem de mim mais um na multidão.
sábado, setembro 04, 2004
Já sabes que te amo?