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segunda-feira, fevereiro 20, 2006
Frustrações de irmãos mais novos

- Quem é aquele ali mesmo?
- Ciclano, pô.
- Num lembro não...
- Ciclano, irmão de Fulano.
- Ahh tá! Agora lembrei...
sábado, fevereiro 11, 2006

Na reunião dos AA

- Oi, pessoal. Meu nome é Luciano Martins Ratamero, tenho dezesseis anos e faz quatro meses que eu não amo.

*palmas ao fundo*

A fugacidade de todas as coisas

"A ilusão? O engano? Usarei a palavra contra a evidência: a certeza. Queria dizer o seguinte: ao deitar-me, suaviza-me a certeza de que o meu passado existe em algum lugar. Essa é a constante mais desarrazoada de minhas imaginações. Mas não tem o exaspero dos que se quebram de encontro ao fato consumado, é uma unção, um sentimento de inocência, uma certeza.
Quando pedia contas ao tempo, em minha adolescência, a náusea me desnorteava. Essa necessidade, fundamental em mim, de não perder o tempo, de transformá-lo em espaço, era forte como a loucura. Inclinei-me sobre os livros. Anotei em um caderno o desenvolvimento algébrico de meu desespero. É que o adolescente não é um poeta, é uma vítima da poesia. A lógica com que procurara salvar do naufrágio o meu passado levou-me ao limite extremo do abismo-lógica. Singular é que o presente só me interessava pela sua possibilidade de converter-se em passado, e assim, aparentemente, o exercício de viver poderia ser para mim um cansativo comércio com a morte. Perdendo o minuto que passa, podia preservá-lo, recolhê-lo entre as minhas lembranças, e só então apreender sua fulgurante autenticidade. Confesso que mesmo o futuro, o que ainda não se transfigurou em saudade, pesava-me como se fosse vida desperdiçada.
Existiria nesse procedimento sombrio um desejo velado de suicídio? Não creio. Existia apenas a prefiguração da calma que hoje me faz amável o momento definitivo que precede o sono, quando, em alguma parte, sei que meu passado me espera e me convida e me dispensa de tantas realidades inacreditáveis. Porque o excesso de consciência é como o excesso de luz. O fulgor obsessivo do presente fatiga alguna espíritos. Os objetos que se colocam em meu ângulo de visão, por simples e familiares que sejam, me obrigam a um excesso de concentração mais do que fisicamente doloroso. É como se estivéssemos no teatro, assistindo a uma peça conhecida, justamente no momento em que nos crispamos para ver o personagem praticar o seu irreparável erro. Por outro lado, se fechando os olhos e os outros sentidos, deixo que me trabalhem a dor que me ocupa, a alegria que me movimenta, a idéia que me diverte, a idéia, a dor, a alegria me penetram, me preenchem, e me incompatibilizam com os gestos que me forço a fazer para continuar vivendo. Digo ainda: o mais simples e familiar, enquanto ainda permanece duramente repesentado em minha consciência, é o que mais me paralisa e, se assim posso dizer, o que mais me irrealiza. Dou um exemplo: vejo agora a parede áspera de um edifício. No instante em que a vejo é como se ela também me visse, negando, conseqüentemente, a vida de meu ser. Para que eu volte à vida, devo retribuir a esta parede a sua natureza de lembrança, única dimensão em que as coisas não me negam. Acredito assim que o mundo exterior seja formado de lembranças.
O passado é o expaço de cada um. O que aconteceu é tarefa já cumprida, a vida que se obteve de percepções ilusórias, o reino tranqüilo dos demasiadamente emotivos. O que aconteceu já é eternidade.
Eis porque estremeço todas as manhãs, quando o mundo se impõe a mim outra vez. No decorrer de um dia hpa ciladas suficientes para que o passado de um homem se transforme com violência. Preciso viver com atenção, escolher os meus passos, trocar esse gesto por aquele, dizer essa palavra e não aquela, silenciar, ver, sentir, para não comprometer o que vou inventando para a memória.
Admito, no entanto, que às vezes o presente já tenha, em toda sua evidência, uma suavidade de lembrança. São raros momentos. Esse campo que vejo ao entardecer, plantado de um milharal que acabou de pendoar, com esse braço de rio barrento, essas vacas sólidas e plácidas, a linha dos eucaliptos na fímbria de um outeiro, onde se armou um aro azul, o único halo azul-azul de um céu cor de chumbo, tudo isso veio encontrar-me em uma limpidez de alma, em um tal despojamento das ambições e medos em que nos destroçamos, que não consigo mais distinguir aquele fulgor obsessivo de que falava. Tem uma suavidade de lembrança. Possívelmente é uma lembrança. Já não sou eu que lembro e configuro as coisas: sou lembrado. Esse momento ao entardecer se lembra de mim e talvez guarde em uma dimensão ignorada a imagem do que sou atravessando esse campo e refletindo todos os seus símbolos em uma quase-perfeição. Me acomodo em uma gratidão feita de serenidade porque o meu passado de repente se lembrou de mim e veio ver-me. A despeito de minha miséria, dos meus olhos turvos, alguma coisa em mim merece às vezes esse milagre. E eu o conservo como um amuleto que me protegesse do desastre cotidiano."
segunda-feira, fevereiro 06, 2006
Uma dica

Se por acaso a sua casa for invadida por formigas e você não tiver inseticida, use spray de cabelo que resolve.
quarta-feira, fevereiro 01, 2006
cara,
eu odeio essas modinhas.
mas não consigo fugir. saco.

ódio, ódio, ódio

eu odeio telefone
eu odeio AQUELE CARA metido desgraçado bonito rico e inteligente pra caralho
eu odeio esperar
eu odeio não ter dinheiro suficiente
eu odeio não ter dinheiro suficiente
eu odeio ser burra
eu odeio parabéns, feliz aniversário, muitos anos de vida.
eu odeio ficar com o pé sujo de tanto andar descalça
eu odeio quem joga lixo no chão
eu odeio quem não tem noção
eu odeio meus culotes
eu odeio essa espinha retardada na minha testa
eu odeio essa cadeira
eu odeio o bbb6
eu odeio rush

já que é moda.
E eu odeio o orkut.

As declarações explícitas de ódio estão na moda, sabe.