<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/plusone.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID\x3d5329291\x26blogName\x3dNo+Surprises\x26publishMode\x3dPUBLISH_MODE_BLOGSPOT\x26navbarType\x3dBLACK\x26layoutType\x3dCLASSIC\x26searchRoot\x3dhttp://nosurprise.blogspot.com/search\x26blogLocale\x3dpt_BR\x26v\x3d2\x26homepageUrl\x3dhttp://nosurprise.blogspot.com/\x26vt\x3d-7886794234534277740', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>


quinta-feira, abril 27, 2006
o nome do meu filho será Caio Bonito.
sábado, abril 22, 2006

Nostalgia

Nós sentamos naquele banco molhado e rimos dos guarda-chuvas andantes debaixo da ponte. Não nos importava que chovia, não usávamos capas ou sombrinhas; pelo contrário, gostávamos da chuva, e nela, rimos. Riamos até da melancolia que ela nos causava ao tocar o asfalto frio e do efeito luminoso das gotas que passavam pelos postes. "Parecem estrelas cadentes", você disse baixinho, lutando para ser ouvida em meio a tantos sons miscigenados (e alguns que nós mesmos fazíamos pra desfazer o nervosismo e a atmosfera de tristeza e de romance).
Fazíamos tudo o que fosse possível para ignorarmos-nos; tentativa frustrada, já que éramos jovens demais e fracos demais. Você, impaciente, mordia seus lábios ou tentava conter gotas de chuva em sua boca, enquanto eu pateticamente tentava manter meu jornal seco (aquele que comprei pensando em ler, mas que você transformou em peso morto e origami).
Era impressionante como conseguíamos ser livres e sozinhos envoltos em tanta gente. Nunca consegui lembrar dos nomes dos poucos que você me apresentava (talvez pelo álcool ou pela minha inaptidão inata para decorar nomes compostos, por menores que fossem). Mesmo assim, nunca esqueci um rosto, uma ação. Muito menos o dia que aquele seu amigo magro e baixo cantou YMCA no karaokê enquanto fazíamos a coreografia no fundo.
Tentava me desfazer dos impactos que a realidade me dava ao voltar de uma lembrança. A verdade é que eu queria reviver aquilo tudo do jeito que foi. Lembro ainda das noites que passei em sua casa de um quarto só. Você não sabe, mas eu falava em seu ouvido enquanto você dormia. Dizia que te amava muito e que sempre te buscaria, não importava onde. Depois, de manhã, você acordava e olhava pra mim com aquele seu olhar carinhoso e sonolento.
Nada mais mudou desde então. Aquele seu olhar ainda é perpétuo. Seja onde for, com quem for, ele sempre estará ali, em outros olhos, olhando-me. Nunca deixei de te ver a todo e cada dia, daquele em diante.
Foi quase um assassinato dizer, vendo aqueles olhos brilhantes e molhados de chuva, que meu barco estava saindo naquele momento. Porque você deve saber, não gosto muito de dizer adeus. Então, simplesmente peguei suas mãos e as apertei bem forte nas minhas. E agora só restava dizer-te adeus de longe, dizer-te sem dizer-te, apenas num aceno, e mesmo sem que o visse, respondia desesperadamente.
Depois de um mês recebi uma carta sua, uma foto sua. Era estranho, eu já estava habituado àquela vida que sempre tive. E de repente você volta, aparece em minha casa com uma mala de lembranças e um mundo inteiro de palavras. Explicações, questionamentos, lágrimas secas no papel branco borrado de nanquim. Não sabia o que pensar. Não sabia se aquela arte vinha de você ou dos desenhos rabiscados nos cantos de página.
Respondi com duas duras frases: "não me faça chorar de novo. Nunca mais quero ver seu rosto novamente". Agora que o tempo passou e que preciso de você, vejo que fui covarde. Fugi de tudo tudo que me importava. Continuei com minha mulher e meus filhos, mas sabia que, por ser jovem demais, você não tinha ninguém como eu tinha. Sim, eu era jovem, mas você sabe que sempre fui velho. Acho que eu me sentia seguro com a idéia de que a qualquer momento eu poderia pegar umas roupas, um pacote de amendoins e uma passagem, que eu poderia voar praí e viver de amor.
Minha mulher morreu faz dois anos. Nunca me esqueci de você. Sei que você não está mais aí e que tudo mudou. Afinal, foram vinte anos. Mas só assim eu volto àquele dia chuvoso e àquele olhar que não vejo faz dois anos. queria que você me visse nessa carta e que eu te visse mais uma vez antes...
sexta-feira, abril 21, 2006
Sabe qual a vantagem de se conversar pela internet?

Você pode sair da frente do pc, ir no banheiro, dar uma boa barrigada, voltar e ninguém vai saber de nada.
Útil, não? Pular toda a parte orgânica da vida?
Isso é que é vida.
(Ou não.)
sábado, abril 15, 2006
E de repente todo mundo tem nove comunidades no orkut.
Nem mais, nem menos.

Sem mais nem menos também.
quinta-feira, abril 06, 2006

puft

Todos os blogs que eu costumava ler e que eu botei nos links estão destruídos, inacabados e/ou inativados.
Quem será a próxima vítima?