<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/plusone.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID\x3d5329291\x26blogName\x3dNo+Surprises\x26publishMode\x3dPUBLISH_MODE_BLOGSPOT\x26navbarType\x3dBLACK\x26layoutType\x3dCLASSIC\x26searchRoot\x3dhttp://nosurprise.blogspot.com/search\x26blogLocale\x3dpt_BR\x26v\x3d2\x26homepageUrl\x3dhttp://nosurprise.blogspot.com/\x26vt\x3d-7886794234534277740', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>


domingo, setembro 25, 2005

"Who's your daddy?"

Muito tempo atrás, nos primórdios da humanidade, havia uma comunidade tribal avançada, de hominídeos, que decidiram complicar a vida e inventaram um negócio chamado vestibular. Era algo difícil, que quase nenhum desses pobres hominídeos passava. E coitados, eram burros, tiveram que inventar algo um pouco mais fraco, um pouco menos sofrível. E das entranhas da carne humana nasceu o nEnem.
Esse nEnem foi crescendo, ganhando corpo, ganhando forma de homem. E aí, de repente, um hominídeo, pobre hominídeo, decidiu que era hora de desafiar o nEnem. Esse hominídeo se chamava Luciano Martins Ratamero.
Ele era uma mala, um chato. Decidiu que ia fazer a prova, chegou uma hora antes, sentou na carteira e começou seu estranho ritual pré-prova. Tirou do bolso uma caneta, uma lapiseira (que esse ser estranho cisma que tem que ser zero-nove, porque não quebra a ponta e a letra fica bonitinha e é boa pra desenhar e é tudo de bom no mundo todinho), uma borracha (cheia de furos, a essa altura) e os colocou em cima da carteira.
Olhou pro seu inseparável comparsa, o relógio digital, viu que não tinham se passado nem cinco minutos. Pensou "aimeudeusdocéu, falta uma hora pra prova" e começou a imitar o Coragem, o cão covarde, e deu pulinhos enquanto dizia "o que que eu faço, o que que eu faço?" Decidiu se divertir, enquanto tirava uma com a cara dos marmanjos que estavam na mesma sala. Pobres marmanjos.
Primeiro, desenhou, na borracha, pobre borracha, um personagem de anime, desconhecido, e ficou exibindo pra todo mundo. "Já viu, hein, já viu?" Depois, pintou a unha com grafite. "Eu tenho uma unha pintada de grafi-tê, você não te-em!" Então, começou a batucar Dark Shines em ritmo frenético. Por último, desenhou um boneco palito com moicano™ na ponta do dedo indicador.
E finalmente a prova começou. O hominídeo, pobre hominídeo, começou a fazer o nEnem. Fazia na maior, sem ligar pra nada, simplesmente fazendo como queria fazer. Assobiaria, se soubesse assobiar. Mas como não sabia, ficou se espreguiçando após cada questão. Dali a alguna minutos, acabou de responder as 63 questões e decidiu descansar um pouco.
Observou o mundo a sua volta e só pôde ver dois fiscais, que conversavam sobre o jogo do flamengo enquanto jogavam joguinhos no celular, e um outro hominídeo, pobre outro hominídeo, que tinha o mesmo nome. Um tal de Luciano Rodrigues. Então, o hominídeo original decidiu que era hora de curtir com a cara do chará.
Pegou seu boneco palito com moicano™ e começou a brincar de "who's your daddy?" Virava pro boneco e gritava "who's your daddy?" enquanto o esbofeteava. Depois fingia ser o boneco palito com moicano™ e falava "that's you, that's you, now lemme go!"
Viu que todos estavam achando que era um hominídeo um tanto estranho, fez a redação em cerca de 30 minutos e foi embora pra casa.
Há rumores de que o boneco palito com moicano™ o processou por agressão física e verbal, mas não passam de rumores. O hominídeo ficou com 49 acertos e 78% da prova, achou que estava bom e se matou, depois de brincar de "who's your daddy" mais uma vez.
quarta-feira, setembro 21, 2005

Você tem celu lá?

Há rumores rodando por aí. Rumores que dizem que eu, logo eu, um ser completamente fora do mundo, um cara que se esconde atrás das paredes rochosas de Nova Friburgo, um cara fora do mundo dos negócios e dos meios de comunicação em massa (tá, essa é mentira), logo eu, um ser humilde e pobre, um ser que não assiste programa de fofoca, que não assiste o flaflu, que torce pro Tom, comprei um celular.
Vejamos só, então. Imagina. Luciano Martins Ratamero andando pelas pacatas e pouco movimentadas ruelas de Nova Friburgo, com um celular novo, com tela colorida, toques polifônicos e tudo, falando com alguém, um pobre desafortunado que teve a imbecil idéia de atender uma ligação minha ou, pior, ligou pra mim porque algum amigo (e que amigo, hein?) teve a idéia extraordinária de colocar meu número na lista de contatos dele, só pra sacanear, enquanto dava um risinho de canto de boca, pensando no que iria acontecer se esse alguém me ligasse. Veja só, veja só, que cena.
Imagina a cara de felicidade desse garoto na aula de biologia do titio Marcelo, o cara mais lerdo do mundo, com o celular em riste, brincando daquele jogo ótimo da bolinha ou aquele jogo idiota de futebol, que mais parece um jogo de atari pra celular.
Ou então ainda imagina esse ser branco e magro tentando de todas as maneiras possíveis (o que inclui pulos com rodopios e poses de esgrima) achar algum sinal com o celular na mão, falando baixinho pra si mesmo "porque que essa merda não funciona aqui?"

Pois é, agora tudo isso é totalmente possível. E quem quiser meu número, fala comigo, sim?
Ah, e ele não pega na minha própria casa, então vê se liga nas horas certas, oka?
domingo, setembro 18, 2005

With birds i'll share this lo-o-nely vi-iew

Hoje deu vontade de ouvir Scar Tissue, do RHCP. Deu vontade de relembrar esses tempos. Claro, se eu fosse lembrar de alguma coisa com essa música, lembraria de quando eu tinha oito anos e era viciado em RHCP. Decidi lembrar desse ano, de tudo que aconteceu e de quanto eu mudei.
Lembrei de quando eu pedi a Deus, incrédulamente, pra que colocasse alguém no meu caminho. Alguém que eu amasse, que fosse exatamente do jeito que devia ser. Lembrei que dali a algumas semanas aconteceu de eu me apaixonar, mas mais uma vez foi pela pessoa errada. Lembrei de todos aqueles momentos lindos que passei ao lado de pessoas inacreditáveis.
Lembrei de o quanto vocês me ensinaram, o quanto eu pude aprender, o quanto eu mudei com isso tudo. Não somente com isso, mas também com todas essas outras coisas lindas que me aconteceram. Todas essas pessoas maravilhosas que eu conheci, todas essas imagens na lembrança, todos esses versos entocados em papéis de bala no bolso da calça jeans.
De todos os sonhos, as loucuras, os planos, as ambições, os desenhos, as fotografias. As sombras em um flash preto e branco.

Lembrei que nessa última semana as pessoas me mostraram exatamente como eu devo parecer agora. Uma amiga do colégio disse que achava que eu não fosse virgem, um cara na rua me perguntou se eu não sabia onde arranjava um cigarrinho, minha mãe achando que eu tô me "desviando do caminho", os professores achando que eu não sou assim, que eu sou uma pessoa melhor que isso.
Não sei, parece que o destino virou pra mim e me deu um tapa. Eu sempre quis ser esse cara descolado, esse cara que bebe com os amigos, que pega geral, que tira notas ruins e que acha que a vida é só prazer. O destino me mostrou que eu não sou nada disso, nunca fui, e que é melhor não ser assim. Que parecer assim só tá me ruindo, pouco a pouco.
Não sei, parece que o destino virou pra mim e me deu um tapa. Daqueles bem fortes, que te joga no chão, já a chorar. E agora não sei mais se decido ser assim ou se devo continuar fingindo ser tudo isso, ser toda essa imagem impessoal, o inverso de mim.

E depois fico a me perguntar se minha história vai ter fim.
sábado, setembro 17, 2005

Just wanted to say tu-duh

Hoje, quer dizer, amanhã, bem, hoje vai ter a festa de aniversário da minha mãe, que é amanhã. Ah vocês me entenderam. Bem, vou sumir daqui até amanhã de noite, ou de tarde, ou sei lá, tudo tá tão relativo.
Então, template novo, foto nova, blog velho. E acho que o cara aqui de trás foi o único que mudou nesses tempos. Não foram os outros, eu que mudei, dá pra notar isso de longe mesmo. Eu só queria dizer que vou tomar um novo rumo, vu ver se largo de ser assim, ver se estudo, ver se dou mais carinho pros amigos, ver se escrevo mais, se leio mais, se ouço mais.
Porque do jeito que tá, não vai dar mesmo.
domingo, setembro 11, 2005

Volto em dois minutinhos

Eu sei, esse título é muito João Kleber. Só faltou a risada de galinha dele. Hi-hi-hi-hi-hi.
Enfim, tô aqui pra dizer que o surprises ainda não acabou, ainda, só tá tirando uns dias de folga. Afinal, trabalhar três anos sem licença nem férias é um problema sério. Tava até usando bolinhas anti-stress o coitado.
Ele volta daqui a uma semana, provavelmente, numa nova fase, claro. Novo template, novo jeitinho maroto, novos planos. Acho que meu plano vai indo nos conformes.

Esperem e verão (não a Vera, por favor), o Surprises de cara nova.
A gerência.