O negócio é o seguinte. Essas últimas semanas foram chatas, massantes e inúteis, eu quase gabaritei outra prova, perdi outro teatro, vi o filme dos cowboys gays (ponto alto dessas semanas, chorei feito um condenado), fiquei duas semanas pra escrever um conto (que não terminei ainda), recebi os livros que têm meu poema (e fui qualificado pra outro, mesmo sem querer) e fui a um aniversário, que não teve nada demais.
Amanhã começa o cursinho, vou ficar exausto até a morte. O tempo parece que se comprimiu, sabe? Vejo que passou muito tempo em pouco tempo, ou muito tempo inútil, como queira. O que importa é que me sinto um velho, com dor na coluna e falta de ar (e de memória, mas isso é de praxe), daqueles que vai pra praça com uma camisa pólo preta pra jogar damas enquanto os motoristas de ônibus apostam em quem vence.
E quanto mais eu penso que a vida vai começar, mais eu penso em fugir do mundo.