É interessante. É até, de certo ponto, esquisito ver que não faço nada que presta há muito tempo. Sabe, pensar que não fiz nada nos últimos meses em vez de pensar que eu li, vi, ouvi, viajei, li, li, li, li. Porque na verdade eu não fiz nada que presta faz muito tempo.
Não sei, minha vida estagnou, parou no último milênio. Acho que não sou mais criancinha, mas eu parei lá, em 2000, quando eu ainda era criancinha. Não que seja ruim ser criancinha, mas no meu caso foi. Minha mente tá aqui, em 2006, mas não faço nada que presta desde aquele tempo.
Na verdade eu não sei se já fiz algo decente, mas prefiro achar que sim. Não me lembro de nada antes dos meus treze anos, e sei que dali pra frente eu não fiz absolutamente nada. Não ri, não chorei, não fiz absolutamente.
Meu mundinho perfeito está a ponto de desabar, mas não botaram aquele aviso "cuidado, prédio de Sérgio Naya". Viram? Eu me lembro do Sérgio Naya mas não me lembro do que minha mãe me deu hoje de manhã pra tomar. Não lembro se era Nescau ou se era leite com café.
Não sei o que no meu caminho fez com que eu não fosse extremamente emo. Eu tinha tudo pra ser emo.