Pois é, um post diarinho, mas fragmentado, de vários dias.
Preparem-se.
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Estou cansado de ser tão emo. Essa minha mania de ser tá sentimental ainda me mata. Li um texto do Ferreira Gullar que dizia:
"A alegria
O sofrimento não tem
nenhum valor
Não acende um halo
em volta de tua cabeça, não
ilumina trecho algum
de tua carne escura
(nem mesmo o que iluminaria
a lembrança ou a ilusão
de uma alegria).
Sofres tu, sofre
um cachorro ferido, um inseto
que o inseticida envenena.
Será maior a tua dor
que a daquele gato que viste
a espinha quebrada a pau
arrastando-se a berrar pela sarjeta
sem ao menos poder morrer?
A justiça é moral, a injustiça
não. A dor
te iguala a ratos e baratas
que também de dentro dos esgotos
espiam o sol
e no seu corpo nojento
de entre fezes"
Achei tão forte. Simplesmente fala tudo. Cansei de ficar chorando pelos cantos, de querer coisas que eu sei que não posso ter (e não posso ter apenas pelo fato de não querer magoar ou forçar alguém que eu amo tanto). Cansei de ser tão baixo ao nível de esconder as coisas dos meus próprios amigos.
Hoje eu conversei com um amigo meu exatamente sobre isso. Ele disse que não deixava as pessoas verem o que escreve por ser íntimo demais. Eu acho que quem é amigo, merece ver tudo que se passa dentro de você, te ver transparente, nu de todas as malícias e loucuras. Acho que só assim as pessoas podem realmente decidir se merecem e querem ser suas amigas.
Eu não sofro mais do que aquele mosquito do qual você tirou as asinhas pra brincar. Eu sofro tanto quanto todo mundo sofre, sofreu ou sofrerá. Então, se eu sofro, não há motivos pra não dizer isso, pra me mostrar sorridente, pra mascarar o que eu sinto pros meus amigos. Aliás, fazendo isso, acho que se perde completamente a confiança que se adquire com a amizade.
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Recebi uma carta ontem sobre um concurso literário. Nela dizia que eu fui convocado pra uma reunião, na qual estariam todos os finalistas do concurso (dentre eles, eu). Não sei pra quem que eu prometi, não sei ao menos se foi pra mim mesmo que prometi, mas um dia eu prometi que se alguém provasse pra mim que eu tinha alguma chance no ramo literário, eu deveria repensar sobre o que escrevo. Ver se isso que outros chamam de dom pode me levar pra algum lugar além da esquina.
Acho até que foi por isso que eu entrei nesse concurso. Mandei três textos médios que encontrei por acaso vagando no pc e enviei, sem pensar. Fui lembrar mesmo ontem, e levei um choque quando vi que um texto tosco meu foi qualificado. Vejamos então se eu tenho alguma coisa mesmo. Vai ver, cumpro minhas espectativas e me conformo em dizer novamente que não passo de um adolescente tentando se expressar.
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Hoje fui no show dos Paralamas do Sucesso. Tocaram todas as músicas que são especiais pra mim, todas as dançantes, todas as lindas e algumas mais. Acho que essa noite foi fantástica. Não, foi mágica. Foi ótima, mesmo. A Lélia não apareceu com o amigo dela, ficamos só eu, a Aninha e o primo dela, Fred. Gritei muito, dancei muito, levei muita mão na bunda. Pelo menos dessa vez as mãos foram femininas.
A noite foi muito boa, muito mesmo. Mas não foi perfeita. Pra ser perfeita devia ter...
Não, não vou ser mais emo. E ponto.
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"Cuide bem do seu amor,
seja quem for..."